Germinação e crescimento inicial de mudas de espécies não convencionais de fisális em diferentes substratos e ambientes

Autores

  • Rafael Machado de Cecco Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Elcio Silvério Klosowski Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Daniel Fernandes da Silva Universidade Federal de Lavras (UFLA)
  • Fabíola Villa Universidade Estadual do Oeste do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711712018045

Palavras-chave:

Physalis minima L., Physalis ixocarpa Brot., pequenas frutas, reprodução sexuada.

Resumo

A utilização de substratos e ambientes é importante fator a ser analisado na determinação da qualidade de germinação e crescimento de mudas de espécies de fisális. Diante do exposto, objetivou-se com o presente trabalho, avaliar a germinação e o crescimento inicial de duas espécies não convencionais de fisális, submetidas a diferentes ambientes e substratos. Conduziu-se dois experimentos simultâneos no período de março a maio/2014, na Unioeste, PR. O delineamento experimental utilizado no primeiro experimento foi blocos casualizados, fatorial 2x3 (2 espécies de fisális: Physalis minima, Physalis ixocarpa x 3 ambientes: ambiente protegido com cobertura plástica de 150 µm; telado com 50% de sombreamento e pleno sol), contendo 3 repetições e 50 sementes por parcela experimental. O delineamento do segundo experimento foi blocos casualizados, fatorial 2x4 (2 espécies de fisális: Physalis minima, Physalis ixocarpa x 4 substratos: vermiculita expandida de textura média + Latossolo; Húmus Fértil® + Latossolo; areia lavada de textura fina + Latossolo e Húmus Fértil® + vermiculita expandida de textura média, na proporção 1:1 v:v), contendo 3 repetições e 32 sementes por parcela experimental. Monitorou-se os experimentos por 22 dias, para obtenção do índice de velocidade de emergência. Aos 60 dias após a semeadura avaliou-se a altura das plântulas, diâmetro do caule, número de folhas, biomassa fresca e seca das plântulas. Estufa agrícola e telado propiciam índice de velocidade de emergência de sementes de Physalis ixocarpa e Physalis mínima, sem distinção entre esses ambientes. Mudas de P. ixocarpa devem ser produzidas em estufa, utilizando-se como mistura de substrato, Húmus Fértil® + vermiculita expandida de textura média, ou Latossolo + vermiculita. Mudas de P. minima devem ser produzidas em mistura de Húmus Fértil® + vermiculita, sob estufa ou telado.

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Biografia do Autor

Elcio Silvério Klosowski, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Prof Associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Daniel Fernandes da Silva, Universidade Federal de Lavras (UFLA)

Curso ténico em Agropecuária pelo Instituto Federal do Sul de Minas Campus Inconfidentes (2007)

Graduação em Ciência Biológicas Bacharelado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste (2012)

Mestrado em Botânica Aplicada pela Universidade Federal de Lavras - UFLA (2014)

Doutor em Botânica apliacada pela Universidade Federal de Lavras

Possui experiência profissioonal atuando em fruticultura pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) por 3 anos, pela Unioeste e UFLA onde desenvolve projetos relacionados ao desenvolvimento de estruturas de frutificação, pomologia geral e qualidade de frutos.

Fabíola Villa, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Profª Adjunto da Universidade Estadual do Oeste do Paraná

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Publicado

2018-03-16

Como Citar

CECCO, R. M. de; KLOSOWSKI, E. S.; SILVA, D. F. da; VILLA, F. Germinação e crescimento inicial de mudas de espécies não convencionais de fisális em diferentes substratos e ambientes. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 17, n. 1, p. 45-53, 2018. DOI: 10.5965/223811711712018045. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/9173. Acesso em: 4 jul. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados

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