Da Grande Renúncia Masculina à Revolução Jovem: a construção da moda masculina entre os séculos XIX e XX
La construction de la mode masculine entre les XIXᵉ et XXᵉ siècles
DOI:
https://doi.org/10.5965/259446301022026e8427Palavras-chave:
moda masculina, história da moda, grande renúncia masculina, juventude, moda esportivaResumo
Após a Revolução Francesa, a indumentária masculina foi marcada pela austeridade da alfaiataria inglesa, que passou a orientar a estética da burguesia do século XIX até a atualidade. Os homens dos grandes centros urbanos da Europa, do Brasil e dos Estados Unidos adotaram o terno (conjunto formado por paletó, calças e colete) como síntese imagética da Grande Renúncia Masculina. Mesmo a elaborada imagem do dândi oitocentista refletia a sobriedade cromática da Revolução Industrial. Todavia, após a Segunda Guerra Mundial, diversos movimentos levaram à eclosão de um novo perfil estético masculino. A expansão dos centros universitários, o aumento do consumo de prêt-à-porter, decorrente da estruturação da classe média urbana, e a consolidação dos meios audiovisuais como influenciadores sociais fizeram surgir o homem jovem, vestido em jeans e camiseta branca, personificado pelos astros de cinema amplamente difundidos nas telas de Hollywood. Diante de dois perfis distintos – a sobriedade funcional do século XIX e a revolução jovem do pós-guerra – propõe-se aqui um panorama visual e teórico que linearize a compreensão das transformações socioeconômicas e culturais, facilitando o ensino e a aprendizagem da História da Moda Masculina enquanto discurso cultural e ferramenta criativa para o vestuário.
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