Arte, Loucura e Ensino: por uma Arte-Educação Inclusiva

Autores

  • Carlos Carvalho Macêdo Universidade Federal do Maranhão
  • Janine Alessandra Perini Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984317812032016123

Palavras-chave:

Artes, Loucura, Educação, Inclusão, Arte-Educação,

Resumo

Neste artigo refletimos sobre a definição da arte e as produções artísticas de pessoas diagnosticadas com algum distúrbio ou doença mental, afirmando seus valores artísticos e estéticos. Ao longo da pesquisa buscamos problematizar o conceito de arte apreendido, para então entendermos as variadas visões que a loucura e o louco receberam ao longo do tempo, utilizando as contribuições de Foucault (1972). No que diz respeito às produções artísticas, trouxemos as contribuições de autores versados sobre a iniciativa de Nise da Silveira, tais como Castro e Lima (2007) e Carvalho e Amparo (2006). Como resultado percebemos o quão é arbitrário e subjetivo qualquer conceituação sobre a arte, o objeto artístico e até mesmo o próprio fazer artístico. Nas considerações finais apresentamos que desconsiderar as produções artísticas das pessoas com distúrbios mentais é reiterar o processo de exclusão ao qual são submetidas.

Biografia do Autor

Carlos Carvalho Macêdo, Universidade Federal do Maranhão

Graduado em Linguagens e Códigos pela UFMA.

Janine Alessandra Perini, Universidade Federal do Maranhão

Professora de Artes Visuais do departamento de Linguagens e Códigos da UFMA

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Publicado

2016-12-01