Equações hipsométricas, volumétricas e funções de afilamento para Pinus spp.

Autores

  • Marcos Felipe Nicoletti Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, SC,Brasil
  • Luciano Lambert Klabin S/A, Otacílio Costa, SC, Brasil
  • Philipe Ricardo Caserimo Soares Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, SC,Brasil
  • Girlene da Silva Cruz Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, SC,Brasil
  • Bruno Rafael Silva Almeida Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, SC,Brasil
  • Thiago Floriani Stepka Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, SC,Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711942020474

Palavras-chave:

cubagem, manejo florestal, perfil do fuste

Resumo

O emprego de ferramentas como a modelagem florestal torna-se cada vez mais importantes no planejamento florestal pois geram estimativas acuradas da produção dos povoamentos. O objetivo do estudo foi realizar o ajuste de modelos hipsométricos, volumétricos e de afilamento para quatro espécies de Pinus na Região Serrana de Santa Catarina. As espécies utilizadas foram Pinus taeda, Pinus elliottii, Pinus greggii e Pinus patula todas implantadas e conduzidas sobre o mesmo plano de manejo florestal. O povoamento está localizado no município de Correia Pinto, Santa Catarina, com 14 anos de idade. Para as análises foram ajustados modelos matemáticos com base nos dados do censo florestal. Para a escolha do melhor modelo utilizaram-se os critérios estatísticos: o coeficiente de determinação ajustado (R²aj), erro padrão da estimativa (Syx%), análise gráfica dos resíduos. As equações hipsométricas apresentaram R² ajustado relativamente baixos, com valores variando entre 0,14 e 0,35 para as espécies e Syx% variando entre 7,67% a 4,86%. Em relação as equações volumétricas, o R² ajustado ficou acima de 0,91 e o Syx% foi inferior a 10%. No que diz respeito as funções de afilamento o melhor modelo para descrever o perfil do fuste das espécies foi Hradetzky, com R² ajustado acima de 0,96 e Syx% inferior a 10%. Os modelos de Naslund, Spurr I e II e Naslund modificado foram selecionados para estimar a volumetria das espécies e; o modelo de afilamento de Hradetzky, foi superior aos demais, sendo selecionado para descrever o perfil do fuste das espécies na área de estudo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABREU ECR. 2000. Modelagem para prognose precoce do volume por classe diamétrica para Eucalyptus grandis. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal). Lavras: UFL. 69p.

AGUIAR AV et al. 2011. Programa de melhoramento de Pinus da Embrapa Florestas. Colombo: Embrapa florestas. (Documentos 233).

ALVARES CA et al. 2013. Köppen’s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, Stuttgart 22: 711-728.

ARAÚJO EJG et al. 2012. Relações dendrométricas em fragmentos de povoamentos de Pinus em Minas Gerais. Pesquisa Florestal Brasileira 32: 355-366.

ASSIS AL et al. 2002. Comparação de modelos polinomiais segmentados e não-segmentados na estimativa de diâmetros e volumes ao longo do fuste de Pinus taeda. Cerne 7: 20-42.

ATANAZIO KA et al. 2017. Comparação de modelos para relação hipsométrica em floresta de Pinus taeda L. no município de Enéas Marques, Paraná. Revista Scientia Agraria Paranaensis 16: 535-541.

BARROS DA et al. 2002. Comportamento de modelos hipsométricos tradicionais e genéricos para plantações de Pinus oocarpa em diferentes tratamentos. Boletim de Pesquisa Florestal 45: 3-28.

CARDOSO DJ et al. 1989. Avaliação da influência dos fatores idade e sítio na relação hipsométrica para Pinus taeda nas regiões central e sudoeste do estado do Paraná. Revista Floresta 19: 96-115.

COELHO VCM. 2010. Avaliação do manejo da produção econômica de madeira de Pinus taeda L. com características qualitativas superiores. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal) Curitiba: UFPR. 121p.

COSTA LPE. 2008. Relações biométricas em povoamentos jovens de Pinus taeda L. na província de Corrientes de República Argentina. Tese (Doutorado em Manejo Florestal). Santa Maria: UFSM. 128p.

COSTA EA et al. 2016. Função de afilamento e sortimento de madeira para Araucaria angustifolia. Revista Ciência Florestal 26: 523-533.

DONADONI AX et al. 2010. Relação hipsométrica para Pinus caribaea var. hondurensis e Pinus tecunumanii em povoamento homogêneo no Estado de Rondônia. Ciência Rural 40: 2499-2504.

GARCIA SLR et al. 1993. Análise do perfil do tronco de morototó (Didymoopanax morototonii) em função do espaçamento. In: Congresso Florestal Panamericano e Congresso Florestal Brasileiro. Resumos... Curitiba: SBS e SBEF. p.485-491.

HRADETZKY J. 1976. Analyse und interpretation statistisher abränger keisen. (Biometrische Beiträge zu aktuellen forschuns projekten). Baden: Württemberg Mitteilungen der FVA. p.146.

IBA. 2019. Indústria Brasileira de Árvores. Relatório IBÁ - 2018. São Paulo: IBA.

LEITE HG et al. 2006. Função de afilamento para Virola surinamensis (ROLL.) Warb. Revista Árvore 30: 99-106.

KOEHLER SV et al. 2013. Modelos de afilamento para Pinus taeda por classes de idade. Floresta e Ambiente 20: 470-479.

KOZAK A et al.1969. Taper functions and their application in forest inventory. Forestry Chronicle 45: 278-283.

MACHADO SA et al. 2002. Modelagem do volume individual para diferentes idades e regimes de desbaste em plantações de Pinus oocarpa. Revista Ciências Exatas e Naturais 4: 186-197.

MIRANDA DLC et al. 2014. Estimativa do volume em árvores de Hymenaea coubaril L. e Trattinnickia bursefolia Mart. no norte de Mato Grosso. Nativa 2: 219- 223.

NICOLETTI MF. 2017. Modelagem não linear mista e método bivariado para sortimento da produção de Pinus taeda L. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal). Curitiba: UFPR. 132p.

RUFINI AL et al. 2010. Equações volumétricas para o cerrado Sensu stricto, em Minas Gerais. Cerne 16: 1-11.

SCHÖEPFER W. 1966. Autimatisierung des massen, sorten and wertberechnung stenender waaldbestande schriftenreihe bad. Wurtt-Forstl.

SILVESTRE R et al. 2014. Equações volumétricas em povoamentos de Pinus taeda L. no município de Lages-SC. Revista Nativa 2: 1-5.

SOARES CPB et al. 2011. Equações hipsométricas, volumétricas e de Taper para onze espécies nativas. Revista Árvore 35: 1039-1051.

STEPKA TF et al. 2017. Modelos volumétricos e funções de afilamento para Pinus taeda L. na Região dos Campos Gerais, Paraná, Brasil. Revista Espacios 38: 1-9.

TEO SJ et al. 2013. Modelos de afilamento para Pinus elliottii em diferentes idades, na Região de Caçador, SC. Floresta 43: 439-452.

THIERSCH A. 1997. A eficiência das distribuições diamétricas para prognose da produção de Eucalyptus camaldulensis. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal). Lavras: UFL. 155p.

THIERSCH CR et al. 2013. Estimativa da relação hipsométrica em clones de Eucalyptus sp. com o modelo de Curtis ajustado por métodos bayesianos empíricos. Revista Árvore 1: 1-8.

THOMAS C et al. 2006. Comparação de equações volumétricas ajustadas com dados de cubagem e análise de tronco. Ciência Florestal 16: 319-327.

YOSHITANI JUNIOR M et al. 2012. Funções de afilamento para plantios desbastados de Pinus taeda. Floresta 42: 169-176.

Downloads

Publicado

2020-12-14

Como Citar

NICOLETTI, Marcos Felipe; LAMBERT, Luciano; SOARES, Philipe Ricardo Caserimo; CRUZ, Girlene da Silva; ALMEIDA, Bruno Rafael Silva; STEPKA, Thiago Floriani. Equações hipsométricas, volumétricas e funções de afilamento para Pinus spp. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 19, n. 4, p. 474–482, 2020. DOI: 10.5965/223811711942020474. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/14058. Acesso em: 24 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Multiseções e Áreas Correlatas