Entre la tierra y la ley: Reclamaciones territoriales e insurgencia amerindia en la demarcación de la Tierra Indígena Tupinambá de Olivença
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175180317462025e0104Palabras clave:
Tierra Indígena Tupinambá de Olivença; demarcación indígena; reclamaciones territoriales; memoria colectiva; resistencia amerindia.Resumen
l artículo somete la trayectoria de la Tierra Indígena Tupinambá de Olivença a una lectura hermenéutico-crítica que articula Historia y Derecho. A partir de fuentes administrativas, etnográficas y periodísticas, examinamos cómo las narrativas de despojo—desde la masacre colonial de 1559 hasta las reclamaciones territoriales contemporáneas—producen sentidos jurídicos que ora niegan ora reafirman la ancestralidad tupinambá. El análisis destaca tres ejes convergentes: la violencia fundiaria como tecnología de silenciamiento; la expansión agro-inmobiliaria como reorganización de soberanías sobre la Mata Atlántica; y la disputa simbólica que intenta desustancializar la identidad indígena para legitimar la tesis del “marco temporal”. Demostramos que las reclamaciones operan simultáneamente como gesto cosmológico, práctica de subsistencia y hermenéutica performativa del art. 231 de la Constitución brasileña. La Nota Técnica 01/2025-MPF, al reconocer el carácter declarativo del derecho originario, desplaza el conflicto del plano fáctico al normativo, revelando el papel de la interpretación jurídica en la (de)construcción de violencias coloniales. Concluimos que la resistencia tupinambá, anclada en la memoria colectiva y la autodemarcación, reescribe la gramática del territorio en el Brasil contemporáneo y ofrece una clave analítica para comprender las insurgencias amerindias que exigen justicia histórica y ambiental en América Latina.
Descargas
Citas
AMARAL, Silvana et al. Padrões alarmantes de perda de florestas maduras na Mata Atlântica brasileira. Nature Sustainability, São Paulo, v. 8, n. 3, p. 256-264, 2025. DOI: 10.1038/s41893-025-01508-w. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41893-025-01508-w. Acesso em: 2 mar. 2025.
ALARCON, Daniela Fernandes. Retomadas de terras e ocupação militar: a disputa pela aldeia Tupinambá de Serra do Padeiro, Bahia. [S. l.: s. n.], 2014.
ALARCON, Daniela Fernandes. Doze anos de luta pela demarcação da TI Tupinambá de Olivença. [S. l.: s. n.], 2016.
ALARCON, Daniela Fernandes. O retorno da terra: as retomadas na aldeia Tupinambá da Serra do Padeiro, sul da Bahia. São Paulo: Elefante, 2019.
ASSIS, Cristina Ferreira; MONTEIRO, Rhadson. Metodologias qualitativas e quadros de referência para a pesquisa em ciências humanas e sociais aplicadas. Jures, Vitória, v. 16, n. 29, p. 1-28, 2023.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
BARROS, Randra Kevelyn Barbosa; LIMA, Elizabeth Gonzaga de. Memórias do povo Tupinambá: histórias sobre o Caboclo Marcelino. Boitatá, Londrina, n. 27, p. 83-93, jan./jun. 2019.
BRASIL. Ministério Público Federal (MPF). 6.ª Câmara de Coordenação e Revisão. Nota técnica n.º 01/2025: Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Brasília, DF: MPF, 2025a. Disponível em: https://www.mpf.mp.br/6ccr/documentos/nota-tecnica-01-2025-ti-tupinamba.pdf. Acesso em: 18 jun. 2025.
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Portaria do Ministro n.º 1.075/2025. Declara de posse permanente do povo indígena Tupinambá a Terra Indígena Tupinambá de Olivença, localizada nos municípios de Ilhéus, Buerarema e Una, no Estado da Bahia. Brasília, DF: MJSP, 17 nov. 2025b. Disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/arquivos-imprensa/saju/sei_33753830_portaria_do_ministro_1075.pdf. Acesso em: 31 jan. 2026.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal (STF). Recurso Extraordinário n.º 1.017.365/SC (Tema 1.031 da repercussão geral). Rel. Min. Edson Fachin. Julgado em 21 set. 2023. Diário da Justiça Eletrônica, Brasília, DF, 27 set. 2023. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=514552. Acesso em: 18 jun. 2025.
CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Após mais de 20 anos de luta, governo assina portaria declaratória da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Brasília, DF: CIMI, 2024. Disponível em: https://cimi.org.br/. Acesso em: 18 jun. 2025.
CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Relatório: violência contra os povos indígenas no Brasil – dados de 2022. Brasília, DF: CIMI, 2023. Disponível em: https://cimi.org.br/wp-content/uploads/2023/07/relatorio-violencia-povos-indigenas-2022-cimi.pdf. Acesso em: 18 jun. 2025.
COUTO, Patrícia. A guerra dos mapas: o movimento indígena Tupinambá e a luta pelo território. 2. ed. Ilhéus: Editus, 2012.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na constituição. Novos estudos CEBRAP, São Paulo, v. 37, n. 3, p. 429-443, 2018.
GARFIELD, Seth. As raízes de uma planta que hoje é o Brasil: os índios e o Estado-Nação na era Vargas. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 20, n. 39, p. 13-36, 2000.
GONÇALVES, Veronica Korber; CAFRUNE, Marcelo Eibs. Brazilian anti-indigenous politics: tracking changes on indigenous rights regulation during Bolsonaro’s government / A política anti-indígena brasileira: mudanças nos direitos dos povos indígenas durante o governo Bolsonaro. Revista Direito e Práxis, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 436-457, 2023. DOI: 10.1590/2179-8966/2023/73123i. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rdp/a/bwydCLTnGMYq3tsN7WZSzRz/?format=html&lang=en. Acesso em: 20 jun. 2025.
HENRIQUE, Marcio Couto; OLIVEIRA, Rodrigo Magalhães de. Os ‘cortadores de cabeças’: a memória como patrimônio dos Munduruku. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém v. 16, n. 2, 2021.
ISA - INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Tupinambá de Olivença: povos indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, 2020. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Tupinamb%C3%A1. Acesso em: 18 jun. 2025.
ISA - INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Violência contra lideranças Tupinambá no sul da Bahia – 2023. Brasília, DF: ISA, 2023. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/files/relatorio-isa-tupinamba-2023.pdf. Acesso em: 18 jun. 2025.
LINS, Marcelo da Silva. Caboclo Marcelino. Os Brasis e suas memórias, [Rio de Janeiro], [202-]. Disponível em: https://osbrasisesuasmemorias.com.br/. Acesso em: 23 maio 2025.
LIMA, Daisy Jorge; SILVA, Pablo; DE MARCO JÚNIOR, Paulo. Evaluating the ecological and climate contributions of Indigenous lands under the Marco Temporal law in Brazil. Biological Conservation, Amsterdã, v. 297, art. 110739, 2024.
MARIA, Valdelice. Depoimento concedido em 12 abr. 2014. In: MENDES, Edson; TUPINAMBÁ, Jamopoty (org.). Anciões em contos e encontros. Ilhéus: Editus, 2014. p. 29-32.
MARTINS, Martha Priscylla Monteiro Joca; NÓBREGA, Luciana Nogueira. Entre retomadas e autodemarcações – lutas indígenas por recursos naturais, territórios e direitos no Brasil. Revista Brasileira de Estudos Jurídicos, Montes Claros, v. 14, n. 3, p. 85-105, 2019.
MEJÍA LARA, Audrey Vergara. Criminalização de lideranças indígenas no sul da Bahia: o caso Tupinambá de Olivença. 2012. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.
MENDES, Márcia Pereira. Entre a caneta e o fuzil: disputas jurídicas no Mandado de Segurança 20 683/DF e a demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Salvador: UFBA, 2019. (Relatório técnico).
MENDES, Edson; TUPINAMBÁ, Jamopoty (org.). Anciões em contos e encontros. Ilhéus: Editus, 2014.
MONTEIRO, John Manuel. Armas e armadilhas: história e resistência dos índios. In: NOVAES, Adauto (org.). A outra margem do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p. 237-249.
MONTEIRO, Rhadson; DANILEVICZ, Vatsi Meneghel. Direitos fundamentais e demarcação de terras indígenas. Diké – Revista Jurídica, Ilheús v. 22, n. 23, p. 86-107, 27 jun. 2023.
MORIN, Edgar. O método 3: o conhecimento do conhecimento. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 1999.
MUELLER, Bernardo. Property rights and violence in Indigenous land in Brazil. Land Use Policy, Amesterdã, v. 116, art. 106063, 2022. DOI: 10.1016/j.landusepol.2022.106063. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/358884347_Property_rights_and_violence_in_indigenous_land_in_Brazil. Acesso em: 12 dez. 2022.
OLIVEIRA, João Pacheco de (org.). Uma etnologia dos "índios misturados": situação colonial, territorialização e fluxos culturais. In: OLIVEIRA, João Pacheco de. A viagem da volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no nordeste indígena. 1. ed. Rio de Janeiro: Contra-capa livraria, 1999. p. 11- 41.
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Revista estudos históricos, Rio de Janeiro. v. 2, n. 3, p. 3-15, 1989.
POPPER, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 1975.
SANTOS, Evany Lopes; TUPINAMBÁ, Babau (org.). Era uma vez, o Caboclo Marcelino: memórias Tupinambá. Ilhéus: Editus, 2012.
STRECK, Lenio Luiz. Hermenêutica jurídica e(m) crise: uma exploração hermenêutica da construção do Direito. 2. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1999.
UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME (UNEP). Adaptation gap report 2022: too little, too slow – climate adaptation failure. Nairobi: UNEP, 2022. Disponível em: https://www.unep.org/resources/adaptation-gap-report-2022. Acesso em: 18 jun. 2025.
VARNHAGEN, Francisco Adolfo de (Visconde de Porto Seguro). Viagem ao Engenho de Santana. In: VARNHAGEN, Francisco Adolfo de. História geral do Brasil. 8. ed. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1956. Tomo I. p. 309-323.
VIEGAS, Susana de Matos. Terra calada: os Tupinambá na Mata Atlântica do sul da Bahia. Rio de Janeiro: 7Letras, 2007.
VIEGAS, Susana de Matos; PAULA, Jorge Luiz de. Relatório circunstanciado de identificação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Brasília, DF: Funai, 2009.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Tempo e Argumento

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Os artigos cujos autores são identificados representam a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição oficial da Tempo e Argumento.


