Vestimenta, cultura negra y Movimiento de la Negritud: Datos etnográficos a la luz de la Semiótica Discursiva de la vergüenza y del orgullo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5965/259446301022026e7738

Palabras clave:

vestimenta, negritud, cultura material, antirracismo

Resumen

El presente artículo es fruto de una disertación de maestría más amplia que tuvo como objetivo comprender los sentidos del consumo de la vestimenta por el Movimiento de la Negritud. Para alcanzar este propósito, utilizamos teorías de la cultura material y realizamos una etnografía en los perfiles de Facebook de 64 personas negras comprometidas con la lucha antirracista y a favor de la valorización de la negritude. Como parte de los resultados, pudimos comprender que los datos etnográficos se categorizan en dos ejes narrativos estructurados según las teorías de la Semiótica Discursiva acerca de la vergüenza y el orgullo. Por un lado, los participantes comunican que la sociedad racista genera vergüenza en los negros por el uso de vestimenta asociada a la cultura negra, manipulándolos para rechazar, abandonar y ocultar dicha vestimenta. Por otro lado, los participantes muestran que resisten a esta manipulación en la medida en que pasan a identificarse con una imagen ideal (perfecta) del Negro y de la cultura africana del pasado de la África pre-colonización. El orgullo por esta imagen idealizada se manifiesta hoy mediante la adopción, mantenimiento y exposición de uma vestimenta que denominamos “vestimenta de orgullo por la cultura negra/africana idealizada”, el cual incluye: a) turbantes; b) vestidos con estampados étnicos africanos; c) batas, camisas y camisetas masculinas con estampados étnicos africanos; d) estampados étnicos africanos en la vestimenta en general; e) tejidos africanos producidos o importados de África; f) accesorios con referencia directa a África o a lo afro; g) vestiment con referencia a Egipto. Tal investigación es relevante para la construcción de un conocimiento más plural sobre la vestimenta, aportando un acervo numeroso de imágenes de ropas y accesorios usados por personas negras que tangencian su lucha contra el racismo y a favor de la negritude.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Isaac Matheus Santos Batista, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Mestre em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Bacharel em Design pela Universidade Federal de Pernambuco. 

Marcelo Machado Martins, Universidade Federal de Pernambuco

Professor Titular do Núcleo de Design e Comunicação da Universidade de Pernambuco. Doutor em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo. Mestre em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo. Bacharel em Letras pela Universidade Paulista. 

Maria Alice Vasconcelos Rocha, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Professora titular do Departamento de Ciências do Consumo da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Doutora em Design de Moda pela University of Kent. Mestra em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco. Bacharela em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco.

Citas

BARNARD, Malcolm. Moda e comunicação. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

BATISTA, Isaac Matheus Santos. O Negro Herói e seu traje: sentidos do consumo de vestuário pelo Movimento da Negritude na contemporaneidade. 2019. Dissertação (Mestrado em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social) – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2019. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/1aXczXMZ7oyuGBV3RvkHnkrMq1VGUCcG8/view?usp=sharing>. Acesso em: 13 jun. 2025.

DOMINGUES, Petrônio. Movimento da negritude: uma breve reconstrução histórica. Mediações - Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 10, n. 1, p. 25-40, jan./jun. 2005.

ELIAS, Norbert. A sociedade de corte. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

FIORIN, José Luiz. Elementos de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2013.

GRAND EGYPTIAN MUSEUM. Statue of God Ptah, King Ramesses II & Goddess Sekhmet. Disponível em: <https://gem.eg/en/collection/artefacts/statue-of-god-ptah-king-ramesses-ii-and-sekhmet>. Acesso em: 13 mar. 2026.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio: Apicuri, 2016.

HARKOT-DE-LA-TAILLE, Elizabeth; DE LA TAILLE, Yves. A construção ética e moral de si mesmo. In: SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho de (Org.). Os sentidos de construção. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

JULIER, Guy. The culture of design. New York: Sage, 2014.

KOZINETS, Robert V. Netnography: doing ethnographic research online. Londres: SAGE, 2010.

LAPLANCHE; Jean; PONTALIS, J. Vocabulário de psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

LIMA, Tania Andrade. Cultura material: a dimensão concreta das relações sociais. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, v. 6, n. 1, p. 11-23, 2011.

PETRY, Livia. As raízes ibéricas e populares do teatro de Ariano Suassuna. Palimpsesto, ano 9, n. 10, 2010.

PIRES, Marco Túlio. Museu alemão descarta devolver busto de Nefertiti ao Egito. 2011. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/ciencia/museu-alemao-descarta-devolver-busto-de-nefertiti-ao-egito/>. Acesso em: 28 jan. 2025.

RIBEIRO, Maria Mazzarello Cotta. Do trágico ao drama, salve-se pelo humor! Estudos de Psicanálise, Salvador, n. 31, p. 103-112, out. 2008.

SANSONE, Livio. Negritude sem etnicidade: o local e o global nas relações raciais e na produção cultural negra do Brasil. Salvador: Edufba, 2003.

THE BRITISH MUSEUM. Red quartzite(?) head of Amenhotep III. Disponível em: <https://www.britishmuseum.org/collection/object/Y_EA30448>. Acesso em: 13 mar. 2026.

THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART. Mwasma Wedding Tunic. Tunísia, entre os séculos XIX e XX. Disponível em: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/85645. Acesso em: 28 ago. 2025a.

THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART. Tunic (Jebba). Tunísia, século XX. Disponível em: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/85644. Acesso em: 28 ago. 2025b.

THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART. Tunic (Jebba). Tunísia, início do século XX. Disponível em: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/127166. Acesso em: 28 ago. 2025c.

VLISCO. Angelina. [S. l.; s. n.], 2012. Disponível em: <https://stories.vlisco.com/en/fabrics/2961r/?story=angelina>. Acesso em: 18 ago. 2025.

YOUNG, Robb. Africa’s fabric is Dutch. [S. l.; s. n.], 2012. Disponível em: <https://www.nytimes.com/2012/11/15/fashion/15iht-ffabric15.html>. Acesso em: 18 ago. 2025.

Publicado

2026-06-01

Cómo citar

BATISTA, Isaac Matheus Santos; MARTINS, Marcelo Machado; ROCHA, Maria Alice Vasconcelos. Vestimenta, cultura negra y Movimiento de la Negritud: Datos etnográficos a la luz de la Semiótica Discursiva de la vergüenza y del orgullo. Revista de Ensino em Artes, Moda e Design, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 1–56, 2026. DOI: 10.5965/259446301022026e7738. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/27738. Acesso em: 1 jun. 2026.

Artículos más leídos del mismo autor/a