Jogo Librário: Design for Change para comunicação e inclusão

Autores

  • Flávia Neves de Oliveira Castro Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Nadja Maria Mourão Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Rita de Castro Engler Universidade do Estado de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.5965/198431781632020216

Palavras-chave:

educação, inclusão, design, comunicação, Libras

Resumo

A importância da comunicação para a formação humana é um fato inegável. O objetivo principal deste artigo é apresentar e analisar como o Librário foi aplicado nos últimos seis anos, em escolas e universidades, pelo prisma da experiência das autoras e sob a metodologia do Design for Change. Os métodos de pesquisa envolveram a revisão e análise crítica da literatura sobre Design e inclusão no Brasil, e a observação e experimentação com o Librário. Utiliza-se uma metodologia de natureza qualitativa, estudo de caso. Neste artigo, o estudo em questão é o jogo Librário e a aplicação do Design for Change. Este propõe a aplicação de quatro etapas a serem seguidas: sentir, imaginar, fazer e compartilhar. A partir das análises, torna-se pertinente fomentar debates e reflexões sobre o uso do Design for Change nas políticas públicas de inclusão social, não apenas no ambiente escolar, mas em diferentes setores da administração e serviços públicos que atendam cidadãos surdos e ouvintes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Flávia Neves de Oliveira Castro, Universidade do Estado de Minas Gerais

A importância da comunicação para a formação humana é um fato inegável. O objetivo principal deste artigo é apresentar e analisar como o Librário foi aplicado nos últimos seis anos, em escolas e universidades, pelo prisma da experiência das autoras e sob a metodologia do Design for Change. Os métodos de pesquisa envolveram a revisão e análise crítica da literatura sobre Design e inclusão no Brasil, e a observação e experimentação com o Librário. Utiliza-se uma metodologia de natureza qualitativa, estudo de caso. Neste artigo, o estudo em questão é o jogo Librário e a aplicação do Design for Change. Este propõe a aplicação de quatro etapas a serem seguidas: sentir, imaginar, fazer e compartilhar. A partir das análises, torna-se pertinente fomentar debates e reflexões sobre o uso do Design for Change nas políticas públicas de inclusão social, não apenas no ambiente escolar, mas em diferentes setores da administração e serviços públicos que atendam cidadãos surdos e ouvintes.

Nadja Maria Mourão, Universidade do Estado de Minas Gerais

Doutora em Design, pelo PPGD/UEMG, Linha de pesquisa: Cultura, Gestão e Processos em Design, Título da Tese: Tecnologias Sociais: Diretrizes para Empreendimentos Criativos (em andamento). Possui mestrado em Design, Inovação e Sustentabilidade pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2011). Pós-Graduação em Arte Educação pela FAE/UEMG - Faculdade de Educação (1999). Graduação em Design de Ambientes pela Fundação Mineira de Arte Aleijadinho - Escola de Artes Plásticas (1994). Atualmente é pesquisadora associada do Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura. Professora Titular da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais. Líder do Grupo de Pesquisa do CNPq: Estudos em Design, Comunidades, Tecnologias Sociais e Iniciativas Sustentáveis (DECTESIS) e Líder do Grupo de Pesquisa do CNPq: Design, Identidade e Território. É consultora e gestora de projetos solidários, socioculturais e ambientais, em APLs - Arranjos Produtivos Locais, empreendimentos criativos. Atuante em projetos comerciais de Design de Ambientes e do Sebraetec/MG. É coordenadora de projetos e membro do CEDTec - Centro de Estudos de Design e Tecnologia da Escola de Design/UEMG - Linha de Pesquisa: Design, Inovação e Tecnologia - Design inclusivo e Tecnologia Social. É membro de criação e execução da Tecnologia Social Librário. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Design, Sustentabilidade e Inclusão, atuando principalmente nos seguintes temas: Design, Tecnologias Sociais, Empreendedorismo Social e Cultural, Comunidades, Identidade e Cultura.

Rita de Castro Engler, Universidade do Estado de Minas Gerais

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (1985), mestrado em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988) e especialização(DEA) e doutorado em Engenharia de Produção e Gestão de Inovação Tecnologica - Ecole Centrale Paris (1993), pós-doutorado em Design na UEMG(1994), pós-doutorado em Design Social na Ryerson University(2014). Foi bolsista de mestrado Na PUC/RJ, chargé des cours na Ecole des Mines de Paris, Bolsista de doutorado e pesquisadora na Ecole Centrale Paris, Coordenadora de Projetos no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da UEMG, Professora e Coordenadora do Mestrado em Gestão de Tecnologia do CEFET/RJ, criou e coordenou o Centro de Lideranças da BSP- Business School São Paulo, diretora e sócia da Eventail_ Produções & Eventos, atualmente é Professora concursada em Inovação e Design e coordenadora do programa de doutorado e mestrado em Design da UEMG, pesquisadora com bolsa de produtividade do CNPq, Professora convidada da University of Tennessee, CBU - Christian Brothers University, Middle Tennessee State University, Ryerson University, CPUT- Cape Peninsula University of Technology e Stellenbosch University, responsável no Brasil pelo Consorcio de Engineering Management, e coordenadora do CEDTec - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design e Tecnologia da UEMG, laboratório membro da Rede DESIS(rede Mundial de Inovação Social) e do LENSin.

 

Referências

BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo, a educação. 34.ed. São Paulo: Duas Cidades, 2002.

BISTAGNINO, Luigi. Design sistêmico: uma abordagem interdisciplinar para a inovação. Trad. Lia Krucken. In: MORAES Djion de; KRUCKEN, L. (Org.). In: Cadernos de estudos avançados em design e sustentabilidade II. Barbacena: UEMG, 2009, p.13-29.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988, com as alterações determinadas pelas Emendas Constitucionais de Revisão nos 1 a 6/94, pelas Emendas Constitucionais nos 1/92 a 91/2016 e pelo Decreto Legislativo no 186/2008. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2016. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf. Acesso em: 28 jun. 2020.

________. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC/SEB, 2017.

______. Lei n.º 9.394, de 20/12/1996. Estabelece a lei de diretrizes e bases da educação nacional. In: BRZEZINSKI,Iria. LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2005., p. 246-266.

______. Ministério da Educação. Integração das Tecnologias na Educação. Brasília: Secretaria de Educação a Distância, 2005. Disponível em: http://www.pucrs.br/ciencias/viali/tic_literatura/livros/Salto_tecnologias.pdf. Acesso em: 13 jul. 2018.

BREMNER, C. Usability. In: Erlhoff, M.; Marshall, T. (Org.) Perspectives on Design Terminology. Basel: Birkhäuser, 2008.

CASTRO, Flavia N. O.; MOURÃO, Nadja M. ENGLER, Rita C. Librário: recursos imagéticos e a educação no contexto dos surdos. In: Caderno de Educação, ano 19, n. 48, v.1, 2016, p. 71-92.

CASTRO, Flávia Neves de Oliveira. Librário: Formas de multiplicação: Mobilização e divulgação de uma tecnologia social para fomentar Políticas Públicas. Orientador: Rita de Castro Engler. Dissertação (Mestrado em Design) - Universidade do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019.

COSTA, Mario B. Contribuições do Design Social: Como o design deve atuar no desenvolvimento econômico de comunidades produtivas de baixa renda. In: Anais do 2° Simpósio Brasileiro de Design Sustentável - II SBDS. Jofre Silva, Mônica Moura & Aguinaldo dos Santos (orgs.) Rede Brasil de Design Sustentável – RBDS. São Paulo: Brasil, 2009. Disponível em: http://portal.anhembi.br/sbds/anais/SBDS2009-010.pdf. Acesso em: 22 jun. 2020.

EDWARDS, Betty. Desenhando com o lado direito do cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.

ENGLER, Rita C.; CASTRO, Flávia N. O.; MOURÃO, Nadja M. Librário: Libras para todos. In: Revista Educação, Artes Inclusão, v. 10, n.2, 2014.

ESTIVILL, Jordi Panorama da Luta contra a Exclusão Social. In: Conceitos e Estratégias. Genebra, Bureau Internacional do Trabalho, Programa Estratégias e Técnicas contra a Exclusão Social e a Pobreza, 2003. Disponível em: http://www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/pdf/panorama.pdf. Acesso em: 27 jun. 2020.

FONSECA, Ana G. M. F. Da mídia de massa aos dispositivos digitais móveis: educação, comunicação e novas tecnologias. In: Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación, 27.ed., vol.14, 2018. Disponível em: https://www.alaic.org/revista/index.php/alaic/article/viewFile/1056/516. Acesso em: 18 mar. 2019.

GESSER, Audrei. Um olho no professor surdo e outro na caneta: ouvintes aprendendo a Língua Brasileira de Sinais. Orientador : Marilda do Couto Cavalcanti. Tese (Doutorado em Lingüística Aplicada na área de Multiculturalismo) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2006.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: O jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 1973.

JOHNSTON, Trevor. Auslan: the Sign Language of the Australian Deaf Community A dissertation submitted in fulfilment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy in Linguistics, The University. 1989.

JOOST, G; BIELING, T. Design contra a Nomalidade. Traduzido do inglês por Paulo Ortega. In: V!RUS, São Carlos, n. 7, jun. 2012. Disponível em: http://www.nomads.usp.br/virus/virus07/secs/invited/virus_07_invited_2_pt.pdf. Acesso em: 28 jun. 2020.

LUDKE, Menga e ANDRÉ, Marli E. D. A. Abordagens qualitativas de pesquisa: a pesquisa etnográfica e o estudo de caso. In: Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo. Ed. Pedagógica e Universitária Ltda, 1986, p. 11-24.

MANTOAN, Maria. T. E. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus, 2015.

MORAES, Dijon (Org). Design e multiculturalismo. Belo Horizonte: Centro de Estudos Teoria, Cultura e Pesquisa em Design/UEMG, 2008.

MOURÃO, Nadja M. Tecnologias sociais e design: diretrizes para empreendimentos sociocriativo. Orientador: Rita de Castro Engler. Tese (Doutorado em Design) – Universidade do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019.

REGINALDO, Thiago; BALDESSAR, Maria José O conhecimento disciplinar do Design e suas contribuições para a teoria interdisciplinar. Simpósio Internacional sobre Interdisciplinaridade no Ensino, na Pesquisa e na Extensão – Região Sul. In: Anais do SIIEPE – Sul: Florianópolis, 2013, p. 1-17.

ROGERS, Carl. Uma maneira negligenciada de ser: a maneira empática. In: C. Rogers, & R. Rosenberg. A pessoa como centro. São Paulo: EPU, 1977, p. 69-89.

SCHLESENER, Anita H. Os tempos da História: Leituras de Walter Benjamin. Brasília: Liber Livro, 2011.

SETHI, Kiran B. Gardner on Riverside School. 2012. Disponível em: https://docplayer.com.br/4669327-Riverside-gujarat-india.html. Acesso em: 28 jun. 2020.

Downloads

Publicado

2020-07-01

Como Citar

CASTRO, F. N. de O.; MOURÃO, N. M.; ENGLER, R. de C. Jogo Librário: Design for Change para comunicação e inclusão. Revista Educação, Artes e Inclusão, Florianópolis, v. 16, n. 3, p. 216-244, 2020. DOI: 10.5965/198431781632020216. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/arteinclusao/article/view/15115. Acesso em: 30 jan. 2023.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)