Ver arte a partir do ateliê: a inseparabilidade entre processo artístico, lugar de criação e sentido
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671212026e27990Palavras-chave:
Processo criativo, Ateliê, Sentido, Desenho, EsculturaResumo
Este artigo busca aprofundar a pesquisa em processos artísticos a partir de um enfoque que mira no espaço de criação - ateliês - em sua múltipla acepção, para alcançar camadas de sentido que podem ser reconhecidos nos trabalhos finalizados em ambiente expositivo. Para isso, foi realizado um estudo de caso do processo de Rodrigo Dulcio, artista da geração 2000, escultor e desenhista residente em Curitiba/PR/BR. A abordagem metodológica para este estudo foi o proporcionado pelos movimentos de aproximação e distanciamento do espaço do atelier e do processo criativo. Esta abordagem permitiu uma imersão no processo criativo e uma mirada panorâmica dele em relação ao campo artístico local. Para isso, adotou-se um quadro teórico que buscou entender a experiência do espaço de criação a partir de John Dewey e do processo criativo como habitus de um campo, a partir de Pierre Bourdieu. Deste modo, foi possível verificar o quanto o lugar de criação está imbricado no processo criativo e o quanto essa imbricação torna mais claras as relações entre poéticas de artistas de mesma geração com as de antecessores locais e da história da arte.
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Referências
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