Teatros do real e a abertura da representação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1414573101372020344

Palavras-chave:

Crítica da representação, teatros do real, regime estético, biodrama, representação sem fim

Resumo

Ao se colocar novamente em debate a milenar relação entre o teatro e o real, abre-se uma nova dimensão crítica sobre o lugar (ou o não lugar) do real na arte contemporânea. A pertinência e potência do debate se confirma pelas temáticas do irrepresentável, do inumano, do teatro confessional, do impossível, do biodrama, etc., que fundamentam o pensamento crítico contemporâneo sobre a representação. Poderíamos sugerir “teatros do real” enquanto construções de teatralidades, ou seja, modos de se encenar que produziriam efeitos de realidade. Porém, iremos entender “teatros do real” não como um efeito de realidade, mas como a possibilidade de abertura da representação.

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Biografia do Autor

Martha de Mello Ribeiro, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Martha Ribeiro é diretora teatral e professora Associada no Departamento de Arte do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. É Docente no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA), com pesquisa em Teatro Contemporâneo e Crítica da Representação. Doutora em Teoria e História Literária pela UNICAMP (IEL), com período sanduiche na Università di Torino (2007), fez Pós-Doutorado em Teatro pela UNICAMP (FAPESP, 2010), e Estágio de Pós-Doutorado na Università di Bologna (CAPES, 2015-20).

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Dezembro, 2010.

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Publicado

2020-04-17

Como Citar

RIBEIRO, M. de M. Teatros do real e a abertura da representação. Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 1, n. 37, p. 344-355, 2020. DOI: 10.5965/1414573101372020344. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/1414573101372020344. Acesso em: 3 jul. 2022.