Tudo roído por baixo, tudo ruído por dentro
DOI:
https://doi.org/10.5965/1984723827642026038Palavras-chave:
geologia, ecologia, política de currículo, teoria do discurso, teoria queerResumo
Composto a partir de fragmentos descompassados, este artigo mobiliza exercícios cruzados de leitura da teoria do discurso e dos estudos queer para tensionar a progressiva gentrificação do queer e abrir espaço para a entrada da estranha materialidade da terra na política curricular. Ao embaralhar diferentes cenas escolares em contextos extrativistas, o argumento reimagina a intimidade com forças geológicas e telúricas, enquanto expõe a torção queer que tais forças realizam no campo da política ao deslocarem a hegemonia heteronormativa de categorias como vida e animação. No fim, um coro de ações incompreensíveis nos termos herdados da teoria política e de suas tradições antropocêntricas de conhecimento abre espaço para uma conversa íntima com a perspectiva da terra, que encontra um modo de perdurar não apenas ética e esteticamente, mas também politicamente.
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