“Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares”: o currículo habitado pela indecidibilidade e pela alteridade

Autores

  • Lucinalva Andrade Ataíde de Almeida Universidade Federal de Pernambuco image/svg+xml
  • Ana Priscila de Lima Araujo Azevedo Secretaria de Educação de Pernambuco image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984723827642026127

Palavras-chave:

currículo, desconstrução, différance, alteridade, indecidibilidade

Resumo

O presente texto se insere no campo do currículo, explorando suas relações com a indecidibilidade e alteridade a partir da perspectiva desconstrucionista dos escritos de Jacques Derrida. Propomos pensar o currículo como um campo vivo, plural e aberto, no qual a decisão nunca é pura ou definitiva, mas sempre marcada pela indecidibilidade, pela alteridade e pela différance — conceitos derridianos que indicam a responsabilidade interpretativa, a valorização da relação e do encontro e a impossibilidade de uma significação final do currículo. Assim, objetivamos discutir o currículo em diálogo com a desconstrução e, para isso, compomos traços de indecidíveis como alteridade e différance para compreendermos o currículo como aberto ao outro que denuncia a presença sempre ausente de um sentido último, único, melhor ou por fim. Registramos ainda, os desafios teórico-metodológicos de trabalhar essa perspectiva no campo do currículo e apresentamos como esse movimento pode ser pensado dentro de um debate que desafia uma essência fixa. A desconstrução, ao questionar a metafísica da presença e as hierarquias, permite uma leitura aberta, responsiva e ética do currículo, em que o outro é reconhecido como uma alteridade irredutível. Assim, o currículo se torna um espaço de reinvenção constante, marcado pelo movimento de tradução, suplementação e adiamento de sentidos, que favorece uma prática pedagógica mais democrática, inclusiva e sensível às diferenças.       

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Publicado

21-07-2026

Como Citar

ALMEIDA, Lucinalva Andrade Ataíde de; AZEVEDO, Ana Priscila de Lima Araujo. “Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares”: o currículo habitado pela indecidibilidade e pela alteridade. Revista Linhas, Florianópolis, v. 27, n. 64, p. 127–144, 2026. DOI: 10.5965/1984723827642026127. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/linhas/article/view/28966. Acesso em: 23 jul. 2026.