Movimentos de alteridade e currículo da diferença
DOI:
https://doi.org/10.5965/1984723827642026145Palavras-chave:
currículo, diferença, alteridade, prática pedagógicaResumo
Os movimentos de alteridade na educação constituem modos de educar que entendem a sala de aula como espaço de encontro de singularidades onde se pode sentir o calor potencializador do estar junto, conversar sobre a relação entre o mundo e as vidas, perturbar as normalidades, desmascarar as hierarquias entre os modos de viver, desconstruir a isenção de quem sabe e pode falar, e explicitar a crueldade do julgamento dos modos de existência. Por isso, esses movimentos de alteridade nas escolas têm como principal foco a relação educativa; como recurso primordial a conversação; e como linguagem mais usada a narrativa feita com nossas próprias palavras. Inspiradas nas filosofias da diferença e compreendendo a alteridade como uma arte da multiplicidade e suas dobras, trazemos neste artigo um recorte de uma pesquisa concluída em 2025 para analisar o modo como docentes do ensino fundamental (do Brasil e da Espanha), que participaram da pesquisa, lidam com a diferença em suas práticas pedagógicas. Exploramos neste artigo alguns movimentos de alteridade na educação – praticados pelas professoras pesquisadas – que elevam o outro, todos os outros, ao maior grau de importância na escola e, ao assim procederem, praticam o que chamamos de um currículo que faz a diferença.
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