O olho e a mão: Experiência fenomenológica em práticas pedagógicas sobre retrato e autorretrato
DOI:
https://doi.org/10.5965/259446301022026e8561Palabras clave:
fenomenologia do olhar, pensamento complexo, apropriação crítica, retrato e autorretratoResumen
Este artigo relata uma experiência pedagógica desenvolvida na unidade curricular Artes no Instituto Federal de Santa Catarina – Campus Tubarão, com turmas do primeiro ano dos cursos técnicos integrados em Administração e Automação Industrial, tendo como objetivo analisar, a partir do pensamento complexo, a fenomenologia do olhar aplicada às práticas de desenho de retrato e autorretrato, compreendida como campo de produção de sentido nos processos de autoralidade gráfica. A metodologia caracteriza-se pela natureza descritivo-interpretativa, articulando a cartografia (Sant'Anna, 2024) como princípio orientador da experiência, a partir do qual se estruturam quatro atos interdependentes: o primeiro, diante de si; o segundo, diante da herança; o terceiro, diante da montagem; e o quarto, diante da imagem complexa. No plano teórico, mobilizam-se a fenomenologia da percepção (Merleau-Ponty, 2018), a compreensão da imagem como acontecimento e sobrevivência (Didi-Huberman, 2013), a representação como produção de sentido (Hall, 2016) e o pensamento complexo (Morin, 2015), de modo a sustentar o desenho como campo relacional em que percepção, imagem e experiência se implicam mutuamente. Defende-se que a fenomenologia da percepção possibilita a formação estética e política dos estudantes, ao deslocar o desenho de uma lógica representacional para um campo de experiência sensível e crítica.
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Citas
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