O desenho como membrana: processos, aprendizados e compartilhamentos

Autores

  • Márcio Diegues UERJ

DOI:

https://doi.org/10.5965/24471267522019049

Palavras-chave:

desenho, membrana, arte contemporânea, aprendizagem

Resumo

O presente artigo pretende refletir sobre a importância do desenho como ferramenta sensível e produtora de conhecimento, assim como, uma técnica porosa, que atravessa e faz parte de diversos modos do saber. Em sua capacidade plástica de criar imagens, o desenho também carrega a possibilidade de emancipar a imaginação, fazendo parte de nossos projetos de vida, assim como, também, de um projeto cultural, político e social em perspectiva mais ampla. Com essas premissas, traço reflexões sobre a prática e a operação dessa linguagem, ampliando os processos porosos do desenho às urgências e necessidades do cotidiano vivido e compartilhado.

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Biografia do Autor

Márcio Diegues, UERJ

É artista e professor, pesquisa o desenho como fio condutor de suas relações com a paisagem e o espaço, desdobrando-o em gravuras, livros de artista, objetos, instalações, ações de coleta e obras site specific. É graduado em Artes Visuais pela UEL, Londrina, em 2012, e mestre em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ, em 2017. Atualmente reside no Rio de Janeiro, é doutorando no PPGARTS-UERJ e professor assistente de desenho, gravura e pintura na mesma instituição.

Referências

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Publicado

2019-09-02

Como Citar

DIEGUES, M. O desenho como membrana: processos, aprendizados e compartilhamentos. Revista Apotheke, Florianópolis, v. 5, n. 2, 2019. DOI: 10.5965/24471267522019049. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/apotheke/article/view/16070. Acesso em: 6 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos Seção temática