Fotografias feitas a mãos de escrita: uma poética do infravisual na Educação

Steph Lotus, Máximo Daniel Lamela Adó

Resumo


O texto aborda conceitos e materiais trabalhados em aula a partir de uma proposta de estágio de docência em uma disciplina voltada para as licenciaturas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A proposta se vale de exercícios de escrita e trabalha um viés poético, a partir de um visual fotográfico. Procura-se entrar na arte literária com o fazer da fotografia para escrever com o ínfimo, como um fator mínimo, o infra de um cotidiano visual da docência. Ao tomar esse fazer em uma concepção com o fotográfico, teríamos algo como um infravisual, uma poética. Compreende-se com Barthes (2013) que a escrita envolve um gesto manual e esse gesto ele o chama de escripção, se dá na prática de uma escrita manu-corporal. E, com Valéry (2018) e Adó (2013), como uma ação transformadora do espírito. Por fim, e por vias fotográficas, afirma-se o trabalho docente ao especular sobre o fazer artístico da escritora Virginia Woolf. Nisso, observa-se uma potência que pode, (ao extrair desses estudos recursos literários) viabilizar a produção de uma escrita em Educação que seja, ela mesma, de tropo fotográfico. Ou seja, um pensamento fotográfico que se produz por uma poética do infravisual.

 

PALAVRAS-CHAVE: Docência; escripção; fotografia; infravisual; poética.


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DOI: https://doi.org/10.5965/24471267612020040

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