Da banheira à caixa d'água: a relação política do reenactment em Susanne Linke e Giselda Fernandes
DOI:
https://doi.org/10.5965/1414573102582026e0106Palavras-chave:
Reenactment em dança, arquivo vivo, objeto-partner, provincialização do reenactment., coreopolíticaResumo
O artigo apresenta uma análise de espetáculos na relação com a prática de reenactment e tradução cultural na dança a partir do diálogo entre o solo Im Bade Wannen (1980), da coreógrafa alemã Susanne Linke, e as obras Castelo D’água (2002) e Ô Água! (2002), da companhia brasileira Os Dois Cia de Dança. Investigou-se como o impedimento de uma remontagem literal disparou uma desobediência estética e teórica. A discussão centrou-se em como o deslocamento material da obra para o espaço urbano consolidou o conceito de objeto-partner como operador metodológico fundamental. Concluiu-se que as reconfigurações investigadas recusam a cópia colonial, afirmando o reenactment como um arquivo vivo e anacrônico que renegocia a historiografia da dança pelas urgências políticas do presente.
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