Compromisso e autonomia: uma guerra fria entre a Revolução Cubana e Ángel Rama

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175180313332021e0206

Resumo

Este artigo trata da relação entre Ángel Rama (1926-1983) e o governo cubano no contexto da nova política cultural, adotada a partir de 1971. A influência da Guerra Fria e a relação entre intelectuais e Estado na América Latina norteiam o desenvolvimento deste tema, pois, em Cuba, diferente de outros países da América Latina, o Estado assumiu o monopólio das formas culturais ao endurecer e reorganizar as regras de criação cultural. Crítico desse modelo, Rama, que inicialmente apoiara a revolução, escreveu um longo artigo no qual procurou enumerar os erros e as possíveis saídas desse modelo, ao apontar que a liberdade de expressão e a crítica deveriam ter como compromisso propor mudanças e não reiterar programas políticos.

Palavras-chave: Ángel Rama; história intelectual; revolução Cubana; Guerra Fria.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Pedro Demenech, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Doutor em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Pesquisador de pós-doutorado, com bolsa FAPERJ Nota 10, no IESP-UERJ.

Rio de Janeiro, RJ - BRASIL

Referências

ADELMAN, Jeremy. Unfinished States: historical perspectives on the Andes. In: DRAKE, Paul W.; HERSHBERG, Eric (eds.). State and society in conflict: comparative perspectives on Andean crises. Pittsburgh: University of Pittsburgh Press, 2006.

ALTARMIRANO, Carlos (org.). Élites culturales en el siglo XX latinoamericnao. Historia de los intelectuales en América Latina: II. Los avatares de la “ciudad Letrada” en el siglo XX. Buenos Aires; Madrid: Katz, 2010.

AVELAR, Idelber. Alegorias da derrota: a ficção pós-ditatorial e o trabalho de luto na América Latina. Tradução de Saulo Gouveia. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.

COSTA, Adriana Vidal. Intelectuais, política e literatura na América Latina: o debate sobre revolução e socialismo em Cortázar, García Márquez e Vargas Llosa. São Paulo: Alameda, 2013.

DECLARACIÓN del Primer Congreso Nacional de Educación y Cultura. Cuadernos de Marcha, Montevideo, n. 49, p. 69-85, mayo 1971.

FERES JR. João. História do conceito de “Latin America” nos Estados Unidos. Bauru: EDUSC, 2005.

FRANCO, Jean. The decline and fall of lettered city: Latin America in the Cold War. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 2002.

FUNES, Patricia. Historia mínima de las ideas políticas en América Latina. México, D.F.: El Colegio de México, 2014.

GILMAN, Claudia. Entre la pluma y el fusil: debates y dilemas del escritor revolucionario en América Latina. 2. ed. ampl. Buenos Aires: Siglo Veintiuno, 2012.

GONZÁLEZ ALEMÁN, Marianne; PALIERAKI, Eugenia (comps.). Revoluciones imaginadas: itinerarios de la idea revolucionaria en América Latina contemporánea. Santiago: RIL editores, 2012.

GUEVARA, Ernesto. El socialismo y el hombre en Cuba. Marcha, Montevideo, año XXVI, n. 1246, p. 14-15, 12 mar. 1965.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. 2. ed. Tradução de Marcos Santarrita. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

IBER, Patrick. Niether peace nor freedom: the cultural Cold War in Latin America. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 2015.

KAGARLITSKY, Boris. The thinking reed: intellectuals and the Soviet State from 1917 to the present. London: Verso, 1988.

KEUCHEYAN, Razmig. Hemisferio izquierdo: un mapa de los nuevos pensamientos criticos. Madrid: Siglo XXI, 2013.

KOSELLECK, Reinhart. Critérios históricos do conceito moderno de revolução. In: FUTURO PASSADO: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto, 2011.

MISKULIN, Sílvia Cezar. O ano de 1968 em Cuba: mudanças na política internacional e na política cultural. Esboços: história em contextos globais, Florianópolis, v. 15. n. 20, p. 47-66, 2008. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/article/viewFile/10242/9541. Acesso em: 6 abr. 2020.

PADRÓS, Enrique Serra. A ditadura cívico-militar no Uruguai (1973-1984): terror de Estado e Segurança Nacional. In: WASSERMAN, Claudia; GUAZZELLI, Cesar Augusto Barcellos. Ditaduras militares na América Latina. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2004.

PIPETONE, Ugo. La esperanza y el delirio: una historia de la izquierda en América Latina. Ciudad de México, D.F.: Taurus/CIDE, 2015.

RAMA, Ángel. El boom en perspectiva. La crítica de la cultura en América Latina. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1985.

RAMA, Ángel. Una nueva política cultural en Cuba. Cuadernos de Marcha, Montevideo, n. 49, p. 47-68, mayo 1971.

ROJAS, Rafael. Traductores de la utopía: la revolución cubana y la nueva izquierda de Nueva York. Ciudad de México, D.F.: [s.n.] 2016.

ROJAS, Ricardo. La polis literaria: el boom, la revolución y otras polémicas de la Guerra Fria. Ciudad de México, D.F.: Taurus/CIDE, 2018.

ROUQUIÉ, Alain. Os militares na política latino-americana após 1930. In: BETHELL, Leslie. A América Latina após 1930: estado e politica. São Paulo: EDUSP, 2009. v. 8.

SCHMITT, Carl. O conceito do político. Petropolis: Vozes 1992.

EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. 2. ed. São Paulo: Ed. UNESP, 2011.

WAGNER, Roy. A invenção da cultura. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

Downloads

Publicado

2021-08-13

Como Citar

DEMENECH, P. Compromisso e autonomia: uma guerra fria entre a Revolução Cubana e Ángel Rama. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 13, n. 33, p. e0206, 2021. DOI: 10.5965/2175180313332021e0206. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180313332021e0206. Acesso em: 26 out. 2021.