O cotidiano, os “regimes de historicidade” e a memória

Autores

  • Juçara da Silva Barbosa de Mello Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175180308192016236

Resumo

O presente artigo consiste numa reflexão acerca da memória, de suas tensões com a história e das relações de ambas, em suas especificidades e interdependências, com a noção de regimes de historicidade do historiador francês François Hartog. Seu diálogo com as categorias de espaço de experiência e horizonte de expectativa do historiador alemão Reinhart Koselleck permite perceber como modos distintos de articulação entre passado, presente e futuro influenciam enormemente nas dinâmicas de funcionamento da memória, gerando efeitos nas experiências dos sujeitos históricos no tempo.

 

Palavras-chave: Memória; Historiografia; Regimes de Historicidade.

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Biografia do Autor

Juçara da Silva Barbosa de Mello, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Graduada em História pela UERJ/FFP, Mestrado em História Social pela UERJ/FFP, Doutorado em História Social pela PUC-Rio. 

Atualmente é professora do Departamento de História da PUC-Rio, na área de Prática do Ensino de História. Realiza pesquisas nas áreas do Ensino de História, Memória e Patrimônio, História do Cotidiano, História Oral, História do Brasil República, História do Trabalho. 

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Publicado

2016-12-20

Como Citar

MELLO, Juçara da Silva Barbosa de. O cotidiano, os “regimes de historicidade” e a memória. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 8, n. 19, p. 236–253, 2016. DOI: 10.5965/2175180308192016236. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180308192016236. Acesso em: 14 abr. 2024.