Corpos marginais e as cartografias da resistência coletiva: insurgência periférica no Coletivo Nanda Produções
DOI:
https://doi.org/10.5965/19847246272026e0102Palavras-chave:
arte marginal, coletivos artísticos, insurgência periférica, coisificaçãoResumo
O artigo analisa a insurgência periférica no Brasil a partir da articulação entre arte marginal, resistência cultural e atuação de coletivos, considerando as intersecções entre raça, gênero e classe. A pesquisa, de caráter qualitativo, fundamenta-se em revisão bibliográfica e em estudo de caso do Coletivo Nanda Produções, localizado no município da Serra, Espírito Santo, tendo como objeto de análise as práticas culturais e os processos de construção de memória coletiva no território. A abordagem analítica, de natureza interpretativa, estabelece diálogo entre a produção artística no contexto da Ditadura Militar, com destaque para a atuação de Hélio Oiticica, e manifestações contemporâneas oriundas das periferias, evidenciando a ocupação do espaço público e a organização coletiva como estratégias de enfrentamento das opressões. O estudo examina como o coletivo atua na valorização de saberes locais, na produção de memória e no fortalecimento do protagonismo comunitário. A fundamentação teórica apoia-se em Frantz Fanon, Kimberlé Crenshaw e Marilena Chaui, entre outros autores. Isso permite compreender como as opressões estruturais são contestadas por meio da arte, que contribui para a configuração da insurgência periférica como um projeto contínuo de construção de justiça social, democracia cultural e pluralidade de saberes.
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