Do armário à cidade: memória, identidade LGBTQIA+ e deslocamentos no espaço urbano e audiovisual

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/19847246272026e0101

Palavras-chave:

memórias, identidades LGBTQIA+, autoetnografia, cidade, audiovisual

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre as relações entre memória, identidade LGBTQIA+ e espacialidade urbana, a partir de uma abordagem autoetnográfica situada na cidade de Belém do Pará. Partindo de experiências pessoais enquanto homem cis gay, o estudo mobiliza fragmentos de memória para analisar transformações nos modos de ocupação do espaço urbano por pessoas LGBTQIA+ desde 2012, evidenciando o deslocamento de práticas afetivas antes restritas a espaços marginais e pouco visíveis para contextos mais públicos. Em diálogo com Candau (2021), Castells (2010) e Chang (2016), o trabalho também investiga como essas mudanças se articulam a transformações nas produções audiovisuais, que passaram a representar identidades LGBTQIA+ de forma menos estigmatizada e mais diversa. Argumenta-se que tais movimentações, ainda que atravessadas por interesses mercadológicos, contribuem para o fortalecimento de identidades coletivas e para a ampliação de possibilidades de existência no espaço social. Assim, o artigo evidencia como memória individual, experiência coletiva e representações culturais se entrelaçam na construção de novas formas de visibilidade e pertencimento.

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Biografia do Autor

Wellington Ruan Correa Oliveira, Universidade do Estado do Pará

Mestre em Cidades, Territórios, Identidades e Educação pela Universidade Federal do Pará (UFPA) . Professor da Secretaria de Estado de Educação do Pará - PA.

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Publicado

25-06-2026

Como Citar

OLIVEIRA, Wellington Ruan Correa. Do armário à cidade: memória, identidade LGBTQIA+ e deslocamentos no espaço urbano e audiovisual. PerCursos, Florianópolis, v. 27, p. e0101, 2026. DOI: 10.5965/19847246272026e0101. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/percursos/article/view/27655. Acesso em: 26 jun. 2026.

Edição

Seção

Dossiê 2026/1 "Nossos corpos também são pátria. Artes, territórios e corporeidade"