Sistemas adaptativos para daltonismo: Proposta de um modelo de ajuste de cores e contrastes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/259446301012026e8017

Palavras-chave:

daltonismo, design inclusivo, inteligência artificial, acessibilidade, cores

Resumo

Com estimativas de que o daltonismo afeta cerca de 8% dos homens e 0,5% das mulheres globalmente, a garantia da acessibilidade visual em interfaces digitais emerge como um desafio crucial, impactando significativamente a interação de milhões de pessoas. Essa condição compromete a usabilidade e a inclusão digital, sublinhando a necessidade de soluções mais adaptativas e intuitivas. Este artigo aborda essa lacuna, avaliando o potencial de sistemas adaptativos de cores e contrastes para aprimorar a acessibilidade digital para daltônicos, otimizando a interação humana com sistemas digitais sob a perspectiva da ergonomia. Para tanto, empregou-se uma metodologia qualitativa baseada em revisão de literatura e análise comparativa de soluções tecnológicas, incluindo instrumentos de simulação do daltonismo e a formulação teórica de um modelo adaptativo impulsionado por Inteligência Artificial (IA). Os resultados apontaram limitações nas ferramentas existentes quanto à personalização, adaptação em tempo real e identificação precisa do tipo de daltonismo. Em resposta, propõe-se um modelo teórico composto por um sistema de identificação do tipo e grau de daltonismo, algoritmos de ajuste dinâmico de cores e contrastes, e uma interface de usuário personalizável, visando superar essas restrições e oferecer uma solução mais completa e ajustável às necessidades individuais. A principal contribuição do artigo reside na proposição deste modelo adaptativo, que ao integrar precisão na identificação e personalização baseada em IA, otimiza a experiência visual e promove a inclusão digital. Este trabalho abre novas perspectivas para o desenvolvimento de interfaces mais equitativas, servindo como um referencial para o design acessível.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Bruna Cordeiro Machado, Universidade Federal de Santa Catarina

Bruna Machado é mestranda em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pós-graduada em Design Gráfico (Unyleya) e graduada em Desenho Industrial (UFF), atua como Analista de Arte na Ideal AxiCom. Possui experiência em design gráfico, direção de arte e produção de materiais digitais. Desenvolve pesquisas na área de design assistivo, com foco em acessibilidade visual e aplicações de inteligência artificial no design.

Claudelino Martins Dias Junior, UFSC

Possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade da Região da Campanha (1994), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003) e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina (2008). Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Engenharia de Produto, atuando principalmente nos seguintes temas: ativos intangíveis, valor, qualidade, consumo e serviços.

Referências

ACESSIBLE WEB. Color Contrast Checker. Disponível em: https://accessibleweb.com/color-contrast-checker/. Acesso em: 07 mar. 2025.

Bessler, L. (2023). Princípios de comunicação - Uso eficaz da cor. Em: Visual Data Insights Using SAS ODS Graphics. Apress, Berkeley, CA. https://doi.org/10.1007/978-1-4842-8609-8_2. Acesso em: 30 mar. 2025.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 17 abr. 2025.

Clarkson, PJ, Coleman, R., Keates, S. e Lebbon, C. (2013) Design inclusivo: Design para toda a população. Springer, Berlim.

COLOR BLIND AWARENESS. Color Blindness Statistics. Disponível em: https://www.colourblindawareness.org>. Acesso em: 28 mar. 2025.

GEDDES, Connor; FLATLA, David R.; CONNELLY, Ciabhan L. 30 years of solving the wrong problem: how recolouring tool design fails those with colour vision deficiency. 2023. Disponível em: https://arxiv.org/abs/2302.05532>. Acesso em: 25 mar. 2025.

INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Color Accessibility Lab (COLLIE). Disponível em: https://cta-ifrs.github.io/collie/. Acesso em: 10 mai. 2025.

JAMIL, S.; DENES, A. Acessibilidade web para pessoas com daltonismo: uma revisão sistemática da literatura. Anais do Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos em Sistemas Computacionais, p. 123-132, 2024. Disponível em: https://arxiv.org/abs/2402.14157>. Acesso em 14 abr. 2025

MATY, Shauna; SANTANA, Kristen; HAGE, Robert. Strategies for Management of Color Vision Deficiency in an Educational Setting. In: JOURNAL OF ANATOMY. 111 RIVER ST, HOBOKEN 07030- 5774, NJ USA: WILEY, 2020. p. 268-269.

POTTER, M. C. et al. Detecting meaning in RSVP at 13 ms per picture. Attention, Perception, & Psychophysics, v. 76, n. 6, p. 1670-1679, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.3758/s13414-014-0630-4. Acesso em: 29 abr. 2025.

RODRIGUES, A.; SILVA, B.; LIMA, C. Daltonismo: prevalência e impacto na qualidade de vida. Revista Brasileira de Oftalmologia, v. 81, n. 4, p. 345-352, 2022.

Downloads

Publicado

24-03-2025

Como Citar

MACHADO, Bruna Cordeiro; JUNIOR, Claudelino Martins Dias. Sistemas adaptativos para daltonismo: Proposta de um modelo de ajuste de cores e contrastes. Revista de Ensino em Artes, Moda e Design, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 1–20, 2025. DOI: 10.5965/259446301012026e8017. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/28017. Acesso em: 24 mar. 2026.

Edição

Seção

Aberturas Transversais