Inteligência artificial, arte e tecnologias: o desfile de Alexis Mabille na tensão entre criação, estilo e novas apreensões cognitivas da percepção
DOI:
https://doi.org/10.5965/259446301032026e8996Parole chiave:
Algorítimos, IA, ESTILO, COGNIÇÃO, SISTEMAS HIBRIDOS, PROCESSOS ARTISTICOSAbstract
A emergência da inteligência artificial (IA) como recurso tecnológico integrante da vida cotidiana redefine nossa presença no mundo e as expectativas em relação ao outro. A partir de uma perspectiva compreensiva, que afirma a interdependência entre sujeito e objeto, este estudo reflete sobre como algoritmos de IA ressignificam o estilo e a expressão corporal, problematizando escolhas, gostos e pertencimentos, bem como novas conformações de produção de conhecimento e modos de apreensão da realidade. Estruturado em três movimentos inter-relacionais, o trabalho examina, primeiramente, os modos pelos quais algoritmos determinam escolhas, padrões de gosto e agenciamentos das formas de conhecimento. Em seguida, analisa o impacto de sistemas híbridos — como neurônios biológicos in vitro combinados a redes neurais artificiais — nos processos criativos e na autoria do conhecimento. Por fim, recorre ao desfile de Alexis Mabille, coleção primavera-verão 2026, apresentado na Semana de Moda de Paris, para ilustrar as interseções entre tecnologias vestíveis, expressões artísticas e novas formas de sensibilidade, cognição e percepção. O percurso argumentativo apoia-se em Russell e Norvig (2013), McLuhan (1969), Mendonça (2023), Khajehnejad (2024), Arielli (2025), entre outros.
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