Algumas reflexões sobre vingança e antropofagia como modelos político e estéticos ainda vigentes na cultura brasileira

Autores

  • Marta Lúcia Pereira Martins UDESC

DOI:

https://doi.org/10.5965/1808312902042007241

Palavras-chave:

Modernismo, Antropofagia, Estética

Resumo

As aventuras do artilheiro alemão Hans Staden no período colonial brasileiro, ilustram os desígnios e as engendrações da diferença e da alteridade. Autor dos primeiros registros de viagens escritos sobre o Brasil cuja primeira versão em livro impresso foi feita em Marburg, na Alemanha, em 1557, Primeiros registros escritos e ilustrados do Brasil e seus habitantes descreve as duas viagens ao “Brasil” e consta entre as primeiras narrativas de testemunho dos viajantes europeus ao Novo Mundo. Nele, Staden conta a sua detenção de nove meses entre os Tupinambás onde viveu a experiência de ser ameaçado constantemente de ser objeto de antropofagia ritual. Ao longo de quatro séculos, a antropofagia havia se tornado um elemento interditado tanto no discurso “culto” do país, quanto dentro da própria cultura indígena, postando-se, porém, no primeiro movimento modernista com a voracidade com a qual todo objeto reprimido retorna.

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Publicado

2019-11-26

Como Citar

PEREIRA MARTINS, M. L. Algumas reflexões sobre vingança e antropofagia como modelos político e estéticos ainda vigentes na cultura brasileira. DAPesquisa, Florianópolis, v. 2, n. 4, p. 241-252, 2019. DOI: 10.5965/1808312902042007241. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/16588. Acesso em: 18 set. 2021.

Edição

Seção

Artes Visuais

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