Economia solidária como modelo alternativo de produção na área têxtil e de moda

Autores

  • Maria Cristina Tavares Lacerda Mansur Paixão Universidade de São Paulo
  • Antonio Takao Kanamaru Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5965/1808312915252020e0031

Palavras-chave:

Indústria têxtil , Ambientalismo, Moda, Solidariedade, Movimentos sociais

Resumo

O estudo explora a economia solidária na área têxtil e de moda. O objetivo é o levantamento bibliográfico e análise de dados para compreensão de como essa economia surgiu e se desenvolveu no mundo e no Brasil, para o devido aprofundamento na área de confecção têxtil. O método incluiu pesquisa bibliográfica realizada por meio de consultas a catálogos de bibliotecas e portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, além da revisão sistemática de trabalhos de pós-graduação e artigos já produzidos. O levantamento dessas informações ofereceu subsídios para abordar dois exemplos de grupos econômicos solidários em moda e suas eventuais dificuldades para atuação no mercado capitalista. Foi possível detectar a importância do cooperativismo, marcante por suas experiências bem-sucedidas. Para que a absorção das pessoas que não conseguem lugar na economia capitalista ocorra, é necessário o apoio do movimento operário às cooperativas de trabalhadores. Dessa forma, torna-se necessário pensar em como as comunidades igualitárias e empreendimentos podem conviver com o modelo capitalista dominante.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Cristina Tavares Lacerda Mansur Paixão, Universidade de São Paulo

Atualmente cursando mestrado em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo. Possui MBA em Marketing Digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (2015) e graduação em Negócios da Moda pela Universidade Anhembi Morumbi (2013). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Marketing, atuando como Coordenadora de Marketing na marca Hector Albertazzi. Temas de interesse: moda; sustentabilidade; indústria de moda global; comércio justo; trabalho equitativo.

Antonio Takao Kanamaru, Universidade de São Paulo

Professor-Doutor (MS-3, RDIDP) em atuação na USP, em sua unidade EACH, campus leste, em Bacharelado Têxil e Moda (TM), desde 2009. Doutor em Arquitetura e Urbanismo (Design) pela FAU/USP (2006). Mestre em Artes (Artes Visuais) pelo IA/UNESP, em 2000. Graduado Professor com Licenciatura Plena em Educação Artística e Habilitado em Artes Plásticas pelo IA/UNESP, em 1996 (Registro Profissional- MEC-LP 9611240). Ex-bolsista FAPESP em Doutorado, Mestrado e Iniciação Científica. Orientador credenciado em Programa de Pós-Graduação acadêmica na área (PPGTM-EACH/USP-Leste) desde 2010, com 13 mestres orientados e 5 em andamento. Responsável por disciplina sobre sustentabilidade em arte e design desde 2010. Coordenou equipe universitária no Projeto Rondon, do Ministério da Defesa, em 2012 - Operação Capim Santo. Representante Titular em Comissão de Pesquisa-EACH/USP-Leste. Representante Titular em Conselho de Curso do Bacharelado Têxil e Moda da EACH/USP-Leste. Linha de pesquisa: Papel social da arte e do design na cultura brasileira. Coordena de Grupo de Estudo e Pesquisa (GEPARDS ) sobre o Papel e Responsabilidade da Arte e Design. Temas de interesse: ensino da arte; ensino do design; papel educacional, social e cultural da arte e do design; cooperativismo solidário; cultura popular brasileira; cultura latino-americana; cultura japonesa; vanguardas Bauhaus, construtivismo, Vkhutemas, relação entre desenho, projeto e novas tecnologias.

Referências

ANDRADA, C. F. Trabalho e política no cotidiano da autogestão: o caso da rede Justa Trama. 2013. Tese (Doutorado em Psicologia) - Programa de pós-graduação em Psicologia, Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

BOFF, L. Sustentabilidade: o que é e o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.

CLARO, M. Unilabor: desenho industrial, arte moderna e autogestão operária. São Paulo: Senac, 2004.

COSTURA SOLIDÁRIA SP, São Paulo, 2016. Facebook: @CosturaSolidariaSP. Disponível em: https://www.facebook.com/CosturaSolidariaSP/. Acesso em: 02 nov. 2017.

CRUZ-MOREIRA, J. R. Cooperativas populares de confecção do estado de São Paulo. In: CUNHA, G. C. et al. Uma outra economia possível: Paul Singer e a economia solidária. São Paulo: Contexto, 2003.

FRANÇA, G. C. Terceiro setor, economia social, economia solidária e economia popular: traçando fronteiras conceituais. Revista Bahia Análises & Dados, Salvador, v. 12, n. 1, p. 9-19, 2002.

FUJITA, R. M. L. Economia solidária na indústria têxtil e de confecção: influência dos atributos relativos ao mito fundador na moda brasileira. 2017. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Programa de Pós-Graduação em Têxtil e Moda, Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Novos dados do mapeamento de Economia Solidária no Brasil: nota metodológica e análise das dimensões socioestruturais dos empreendimentos: relatório de pesquisa. Brasília : IPEA, 2016. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7410/1/RP_Os%20Novos%20dados%20do%20mapeamento%20de%20economia%20solid%C3%A1ria%20no%20Brasil_2016.pdf. Acesso em 22 dez. 2017.

GAIGER, L. I. et al. (coord.). A Economia Solidária no Brasil: uma análise de dados nacionais. São Leopoldo: Oikos, 2014.

GONÇALVES, W. A. O marco jurídico da autogestão e economia solidária(Relatório final do convênio TEM/IPEA/ANPEC – 01/2003). Brasília: TEM, IPEA, ANPEC, 2005.

JOHNSON, P. W. Comércio Justo e Solidário. São Paulo: Instituto Pólis, 2004. (Cadernos de Proposições para o Século XXI, 8).

ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS. História do cooperativismo. Brasília : OCB, 2017. Website: Sistema OCB. Disponível em: http://www.ocb.org.br/historia-do-cooperativismo. Acesso em: 27 jun. 2017.

PEOPLE Tree: sustainable and fair trade fashion. Reino Unido, 2017. Website: People Tree sustainable and fair trade fashion (Our story). Disponível em: http://www.peopletree.co.uk/about-us/. Acesso em : 20 maio 2017.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Como aderir ao conceito de fast fashion no varejo de moda. Brasil, 2017. Website: SEBRAE (Conteúdos, Inovação). Disponível em: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/fast-fashion-ganha-destaque-no-varejo-de-moda,ef695d27e8fdd410VgnVCM1000003b74010aRCRD. Acesso em: 26 mar. 2017.

SEGATTO, N. (coord.). Conexão solidária: diagnóstico de empreendimentos solidários. São Paulo: Limiar, 2011.

ATLAS digital da economia solidária. Brasília, 2013. Website: Sistema de Informações em Economia Solidária - SIES. Disponível em: http://sies.ecosol.org.br/atlas. Acesso em: 27 nov. 2017.

SINGER, P. Introdução à economia solidária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002.

THE TRUE Cost. Direção: Andrew Morgan. Los Angeles: Life is My Movie Entertainment, 2015. 1 vídeo (92 min.). Exibido pela Netflix Brasil. Disponível em: https://www.netflix.com/br/. Acesso em: 16 ago. 2017.

Publicado

2020-11-12

Como Citar

PAIXÃO, M. C. T. L. M.; KANAMARU, A. T. Economia solidária como modelo alternativo de produção na área têxtil e de moda. DAPesquisa, Florianópolis, v. 15, p. 01-16, 2020. DOI: 10.5965/1808312915252020e0031. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/15894. Acesso em: 3 ago. 2021.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)