Movimentos de resistência entre Gênero, Arte contemporânea e Educação

Autores

  • Marcela Bautista Nuñez Universidade Federal de Santa Maria

Palavras-chave:

Artes Visuais, Gênero, Arte contemporânea, Educação, Cartografia,

Resumo

Este artigo se propõe a apresentar uma pesquisa que abrange algumas das diferentes possibilidades oriundas das relações entre o conceito de Gênero, pensado aqui mediante a filosofa Judith Butler (2016), Arte contemporânea e Educação. De forma com que, partindo de experiências em sala de aula e experiências cotidianas foi sendo possível cartografar diversas ações educativas de aprendizagem e invenção no âmbito da Educação em Artes Visuais. Ações que instigam de algumas maneiras a se pensar as imagens do cotidiano de maneira problematizadora, tanto para os estudantes quanto para docentes, nesse âmbito o teórico Fernando Hernandez (2007) torna-se indispensável na trama conceitual apresentada neste artigo. A Cartografia como metodologia, permeia e possibilita maior entrosamento entre o pesquisador/a e o território pesquisado, em outras palavras, se vive a pesquisa. As conclusões apresentadas neste artigo abrangem âmbitos da formação docente em Artes Visuais e processos de aprendizados mediados por interlocuções com a linguagem da Arte Contemporânea, fundamentada pelos escritos da autora Anne Cauquelin (2005). Estas entre outras colocações ligadas as questões de Gênero, produzindo assim redes de possibilidades a serem trabalhadas.

Biografia do Autor

Marcela Bautista Nuñez, Universidade Federal de Santa Maria

Graduada em Artes Visuais Licenciatura plena em Desenho e Plástica na Universidade Federal de Santa Maria. Estudante do curso de Mestrado em Educação, linha LP4, Educação e Artes  e do curso de Especialização em Gestão Educacional pela mesma instituição (UFSM).

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Publicado

2018-10-01

Edição

Seção

Relatos de Experiência