O iluminador bricoleur e suas criações luminosas: artefatos, bricolagens e artesanias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1414573102582026e0208

Palavras-chave:

luz cênica, Bricoleur, artefatos luminosos, imaginação, criatividade

Resumo

Este artigo investiga como o conceito de bricoleur, formulado por Claude Lévi-Strauss, contribui para a compreensão do processo de criação do desenho de luz na cena teatral. Parte-se da hipótese de que o iluminador mobiliza um inventário de referências culturais, constituído por observações, percepções da realidade e conhecimentos técnicos e tecnológicos, na elaboração da composição luminosa. Nessa perspectiva, analisam-se os artefatos luminosos como materializações da imaginação criadora, em diálogo com o conceito de imaginação cristalizada de Lev Vigotski, compreendendo o iluminador como um bricoleur na construção de experiências estéticas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Fernanda Guimarães Mattos de Souza, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

    Doutorado em Processos e Métodos de Criação Cênica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO. Mestrado em Artes da Cena pela Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduação em Comunicação Social Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Artista Cênica, Iluminadora e Pesquisadora das Visualidades da Cena.  fernandamattosdesouza@gmail.com                                                                                                                               http://lattes.cnpq.br/6999633398126341    https://orcid.org/0000-0001-7156-8347

Referências

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

CAMARGO, Roberto Gill. Conceitos de iluminação cênica: processos coevolutivos. Rio de Janeiro: Música & Tecnologia, 2012.

DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. Trad. Jefferson Luiz Camargo. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

FLECHA, Marcelo Enrique. Memorial técnico de artesanias iluminocenográficas: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência ou tópicos, apontamentos e derrisões de um iluminador dedicado ao pensamento não acadêmico. A Luz em Cena, Florianópolis, v.2, n.2, dez. 2021. DOI: http:/dx.doi.org/10.5965/27644669020220210601.

LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. Campinas: Papirus, 1989.

RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. 1 Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

SOUZA, Fernanda Guimarães Mattos de. Gambiarras de luz: reflexões sobre a formação do iluminador cênico sob a ótica de três gerações cariocas. Dissertação (Mestrado em Artes da Cena) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.

SOUZA, Fernanda Guimarães Mattos de. Poéticas da luz cênica no teatro infantil. 2025. Tese (Doutorado em Artes Cênicas) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.

SOUZA, Iara Regina da Silva. A gambiarra na cena: uma poética de iluminação para ativação de obras de arte em Belém do Pará. 2011. 93 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Universidade Federal do Pará, Belém, 2011.

TUDELLA, Eduardo. A Luz na Gênese do Espetáculo. Salvador: EDUFBA, 2017.

VIGOTSKI, Lev Semenovitch. Imaginação e criação na infância. 1 Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2018.

VIGOTSKI, Lev Semenovitch. Psicologia da Arte. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Publicado

01-09-2026

Como Citar

O iluminador bricoleur e suas criações luminosas: artefatos, bricolagens e artesanias. Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas, v. 2, n. 58, p. 1–18, 1 set.2026.