Blackface y representaciones negras: una historia contrahegemónica del teatro
DOI:
https://doi.org/10.5965/1414573102582026e0212Palabras clave:
blackface, teatros negros, hegemonia cultural, apropriación cultural, blanquitudResumen
El artículo investiga el papel de la práctica racista del blackface en el teatro y en la cultura de masas, analizando sus ocurrencias históricas y su permanencia en los escenarios brasileños. Con base en los conceptos de hegemonía y apropiación cultural dentro de los Estudios Culturales, la investigación parte del minstrel show en Estados Unidos para recorrer el Teatro de Revista en Río de Janeiro, el Teatro Experimental do Negro (TEN) en la década de 1940 y el debate tras la cancelación de la obra A mulher do trem en 2015. En este desplazamiento, evidencia cómo la representación de las personas negras ha sido el centro de disputas simbólicas entre fuerzas hegemónicas y contrahegemónicas en momentos decisivos de la historia del país.
Descargas
Referencias
ABREU, Martha. Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930. Campinas: Editora da Unicamp, 2017.
ALMEIDA, Paulo Roberto de. A presença negra no Teatro de Revista, 1920-1926. 2016. 126 p. Dissertação. (Mestrado em História Social) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2016.
ANDRADE, José Carlos dos Santos. O teatro no circo brasileiro – estudo de caso: Circo-teatro Pavilhão de Arethuzza. 2010. 452 p. (Doutorado em Artes Cênicas) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
BARROS, Orlando de. Corações de Chocolat: A história da companhia negra de Revistas (1926-27). Rio de Janeiro: Livre Expressão, 2005.
BRUM, Eliane. No Brasil, o melhor branco só consegue ser um bom sinhozinho. Desacontecimentos, 2015. Disponível em:
http://elianebrum.com/desacontecimentos/no-brasil-o-melhor-branco-so-consegue-ser-um-bom-sinhozinho-2/. Acesso em: 3 set. 2021.
CASTRO, Ruy. O anjo pornográfico – a vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento Feminista Negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo Editorial, 2019.
GOMES, Marcos Nogueira. Terça sem teatro: “blackface”, agência e representações negras na dramaturgia contemporânea. Tese (Doutorado em Artes da Cena) - Universidade Estadual de Campinas, 2024.
GOMES, Tiago de Melo. Um espelho no palco: Identidades sociais e massificação da cultura no teatro de revista dos anos 1920. Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), 2004.
GILROY, Paul. O Atlântico negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo: Ed. 34, 2001.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: Episódios de Racismo Cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
LOPES, Nei. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. 4. ed. São Paulo: Selo Negro, 2011.
LOTT, Eric. Love and theft: blackface minstrelsy and the American working class. New York: Oxford University Press, 1993.
MARTINS, Leda M. A cena em sombras. São Paulo: Perspectiva, 1995.
MARTINS, Leda M. Corpo negro e representação. [Entrevista concedida ao] Núcleo Editorial. Revista Legítima Defesa: uma revista de teatro negro. Ano 2, n 2. Publicada pela Cia. Os Crespos da Cooperativa Paulista de Teatro. São Paulo, segundo semestre de 2016. Disponível em: https://issuu.com/oscrespos/docs/ld_02. Acesso em: 07 jul. 2024.
MENDES, Miriam G. A personagem negra no teatro brasileiro. São Paulo: Editora Ática, 1982.
NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
NEPOMUCENO, Nirlene. Testemunhos de poéticas negras: de Chocolat e a Companhia Negra de Revistas no Rio de Janeiro (1926-1927). 2006. 167 p. Dissertação (Mestrado em História) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2006.
NEVIN, Robert P. Stephen C. Foster and Negro Minstrelsy. Atlantic Monthly 20, n. 121 (1867): 608-16. Boston: The Atlantic, 1867. Disponível em: https://www.theatlantic.com/magazine/archive/1867/11/stephen-c-foster-and-negro-minstrelsy/582439/ Acesso em: 12 de jan. 2021.
PRADO, Décio de A. História concisa do teatro brasileiro: 1570 a 1908. São Paulo: Edusp, 2003.
PRADO, Miguel A. Com blackface, peça “Trem de Minas” estreia com polêmica de racismo em BH. Blog do Arcanjo. São Paulo, 19 janeiro 2017. Disponível em: https://www.blogdoarcanjo.com/2017/01/19/com-blackface-peca-trem-de-minas-estreia-com-polemica-de-racismo-em-bh/#google_vignette. Acesso em: 27 jun. 2023.
RODRIGUES, Nelson. Há preconceito de cor no teatro? [Entrevista concedida a] Abdias Nascimento. Quilombo. Rio de Janeiro, 09 de dez. 1948. N. 1, p. 1. Fac-símile disponível em: https://issuu.com/institutopesquisaestudosafrobrasile/docs/jornal_quilombo_ano_i_n1 Acesso em: 28 de out. 2022.
ROLIM, Mário A. O. M. Rosto Branco, Voz Negra: Iggy Azalea e as Tensões Do Pop-Rap. 2018, 172 p. (Mestrado em Comunicação) - Universidade Federal De Pernambuco, Pernambuco, 2018.
SCHWARCZ, Lilia M. O espetáculo das raças. Cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
SILVA, Lissa P. Preto na cor e branco nas ações: representações raciais no teatro de revista. O caso da peça Seccos e molhados (1924). 2021. 115 p. (Mestrado em História Social) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2021.
SUSSEKIND, Flora. O negro como arlequim: teatro e discriminação. Rio de Janeiro: Achiamé, 1982.
VENEZIANO, Neyde. O teatro de revista no Brasil: dramaturgia e convenções. Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991.
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Urdimento

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Declaración de Derecho de lo Auctor
Los artículos publicados por la revista son de uso gratuito. Los derechos de autor son todos cedidos a la revista. Los artículos cuyos autores son identificados representan la expresión del punto de vista de sus autores y no la posición oficial de la revista Urdimento. El autor o los autores se comprometen a que publiquen material referente al artículo publicado en la Revista Urdimento mencionar dicha publicación de la siguiente forma:
"Este artículo fue publicado originalmente por la revista Urdimento en su volumen (poner el volumen), número (poner el número) en el año de (poner el año) y puede ser accedido en: http://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento
Este periódico utiliza una Licencia de Atribución Creative Commons - CC - BY 4.0.
