
O que insiste: corporizar, performar, historiografar, transformar
Luciana Eastwood Romagnolli
Florianópolis, v.2, n.58, p. 1-12, ago. 2026
O que insiste: corporizar, performar, historiografar, transformar12
Luciana Eastwood Romagnolli3
Resumo
O artigo investigou a peça
História
(2026), da companhia brasileira de teatro,
aproximando noções de repetição no reenactment e de atuar historiografia à ética
da psicanálise para discutir como corpo, linguagem e trauma operam na escrita da
história pessoal, social e cênica. A partir de Lacan, Jacques-Alain Miller, Rebecca
Schneider e Daniele Ávila Small, sustentou que a corporização da memória
ultrapassou a produção de sentidos e incidiu sobre os vestígios que insistem no
corpo em performance, propondo uma historiografia corporizada capaz de tensionar
narrativas oficiais por meio de operações de estilhaçamento, repetição, citação
performativa e abertura de sentidos.
Palavras-chave
: Teatro. História. Historiografia. Trauma.
What persists: embodying, performing, historiographing, changing
Abstract
This essay examined the play
História
(2026), by companhia brasileira de teatro,
bringing the notions of repetition in reenactment and of acting historiography closer
to the ethics of psychoanalysis, in order to discuss how the body, language, and
trauma operate in the writing of personal, social, and theatrical history. Drawing on
Jacques Lacan, Jacques-Alain Miller, Rebecca Schneider, and Daniele Ávila Small, it
argued that the embodiment of memory exceeded the production of meaning and
acted upon the traces that persist in the performing body, proposing an embodied
historiography capable of challenging official narratives through operations of
fragmentation, repetition, performative citation, and the opening of meaning.
Keywords:
Theater. History. Historiography. Trauma.
Lo que persiste: encarnar, performar, hacer historiografía, transformar
Resumen
El artículo investigó la obra
História
(2026), de companhia brasileira de teatro,
acercando las nociones de repetición en el reenactment y de actuar la historiografía
a la ética del psicoanálisis, para discutir cómo el cuerpo, el lenguaje y el trauma
operan en la escritura de la historia personal, social y escénica. A partir de Jacques
Lacan, Jacques-Alain Miller, Rebecca Schneider y Daniele Ávila Small, sostuvo que
la corporización de la memoria trascendió la producción de sentido e incidió sobre
los vestigios que persisten en el cuerpo en performance, proponiendo una
historiografía corporizada capaz de tensionar las narrativas oficiales mediante
operaciones de fragmentación, repetición, cita performativa y apertura de sentidos.
Palabras clave
: Teatro. Historia. Historiografía. Trauma.
1 Revisão ortográfica, gramatical e contextual do artigo realizada pela própria autora.
2 Este trabalho foi realizado com apoio do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico, por meio da Bolsa de Pós-Doutorado Junior, Chamada CNPq No 32/2023 — PDJ 2023.
3 Pós-doutorado e doutorado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). Mestrado em Artes pela
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialização em Literatura Dramática e Teatro pela
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Graduação em Comunicação Social pela USP - Profa.
Dra. Universidade de São Paulo (USP – Substituta). lucianaromagnolli@gmail.com
http://lattes.cnpq.br/8558305709972640 https://orcid.org/0000-0002-4324-5505