“As empregadas domésticas envelhecem?”: envelhecimento populacional e o lugar social da categoria “doméstica” na força de trabalho

Autores

  • Guélmer Junior Almeida de Faria Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros-MG
  • Maria da Luz Alves Ferreira Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros-MG
  • Andrea Maria Narciso Rocha de Paula Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros-MG

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984724618372017229

Resumo

Este artigo se volta a refletir sobre o envelhecimento em interfaces com as relações de gênero e trabalho, mostrando o envelhecimento da categoria das empregadas domésticas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua de 2013. Em termos dos processos metodológicos, este estudo é de natureza exploratório-descritiva, pautando-se na busca por explorar o tema (envelhecimento da força de trabalho) em interface com o problema da pesquisa (“As empregadas domésticas envelhecem?”). Portanto, a velhice das empregadas domésticas pelas estatísticas sugere a escassez dessa mão de obra. Dentre os fatores apontados para este envelhecimento, encontram-se: a falta de reposição geracional dessa componente força de trabalho, o aumento da expectativa de vida das mulheres, diminuição do trabalho doméstico infantil e aumento da escolarização das mais jovens que acabam tendo maiores possibilidades de inserção em outras ocupações. É nesse momento que o significado da velhice para a empregada doméstica, idosa, mulher tomam corpo, um tempo de consolidação das experiências, da libertação das obrigações e controles reprodutivos, mas, também do corpo manifestar toda uma vida de servidão.

 

Palavras-chave: Empregados Domésticos. Gênero. Geração. Velhice.

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Biografia do Autor

Guélmer Junior Almeida de Faria, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros-MG

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Mestre em Desenvolvimento Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (2014), Bacharel em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa (2008). Bolsista de Doutorado CAPES (2015), Revisor dos Periódicos: Revista Elo - Diálogos em Extensão (UFV), Revista Espaço Acadêmico (UEM), Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação (UNESP), Revista Holos (UFRN), Revista Desenvolvimento em Questão (UNIJUÍ). Atualmente é Especialista Colaborador em projetos de Extensão Universitária, Professor Convidado no Instituto de Ciências Agrárias da UFMG (ICA/UFMG) e Professor dos Cursos de Especialização da Unidade de Ensino e Aprendizado de Viçosa (UNESAV)/Faculdade de Educação da Serra (FASE): Instrumentalidade do Serviço Social, Gestão de Pessoas e Criminologia, Direitos Humanos e Segurança Pública, lecionando as disciplinas de: Metodologia da Pesquisa, Técnica de Elaboração de Monografia e Estudos Empíricos da Violência e Criminalidade. Tem experiência na área de Desenvolvimento Social, atuando principalmente nos seguintes temas: metodologia da pesquisa, trabalho doméstico, gênero, sociologia das migrações, estudos sobre redes sociais da migração, extensão rural, extensão universitária.

Maria da Luz Alves Ferreira, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros-MG

Possui doutorado em Ciencias Humanas (Sociologia e Política) (2007), pela UFMG, e mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2000). Atualmente é professora do Curso de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros. Área de atuação: Sociologia, com ênfase em Teoria Sociológica Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalho informal, cidadania e relações de gênero, estratificação e desigualdaes sociais: raça, gênero e classe. Exerceu o cargo de Chefe de Departamento de Política e Ciencias Sociais da UNIMONTES no bienio de 2007 - 2009 tendo sido reeleita para o bienio 2009-2011. É bolsista de Produtividade da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - BIP/FAPEMIG. É coordenadora operacional do Doutorado Interinstitucional em Ciências Sociais convênio Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Estadual de Montes Claros 2012 - 2016. Foi coordenadora associada do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social - PPGDS no biênio 2014-2016. Editora da Revista Argumentos. Foi eleita para coordenar o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social - PPGDS para o biênio de 2016-2018. É lider do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação de Políticas Publicas e Sociais.

Andrea Maria Narciso Rocha de Paula, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Universidade Estadual de Montes Claros-MG

Professora doutora no curso de Ciências Sociais, lotada no Departamento de Política e Ciências Sociais (DPCS) da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES- MG). Docente no Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Social. Professora no Programa de Pós Graduação associado UFMG/UNIMONTES em Sociedade, Ambiente e Território. Membro de Câmara de Assessoramento (CSA) na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).. Bolsista de produtividade BIPDT- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais/FAPEMIG. Líder do grupo de pesquisa OPARA- Estudos e pesquisas sobre comunidades tradicionais no Rio São Francisco/Unimontes- CNPq. Pesquisadora do NIISA_ Núcleo Interdisciplinar em Investigação Socioambiental. Doutora em Geografia pelo PPGEO-IG-UFU (2009). Estágio realizado no CES- Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra na Faculdade de Economia sobre a orientação do professor Boaventura de Sousa Santos em Coimbra ? Portugal ( 2008) com bolsa da CAPES. Mestrado em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia- Instituto de Geografia (2003). Bacharel em Ciências Sociais, pela Universidade Estadual de Montes Claros. Especialista em Ciências Sociais pela UNIMONTES. Experiência em Geografia Cultural e Sociologia e Antropologia rural, metodologia qualitativa, atuando principalmente nos seguintes temas: espaço, lugar e as comunidades tradicionais ribeirinhas, migrações campo-cidade, sertões roseanos.Pesquisadora CNPq e FAPEMIG.

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Publicado

2017-10-17

Como Citar

FARIA, G. J. A. de; FERREIRA, M. da L. A.; PAULA, A. M. N. R. de. “As empregadas domésticas envelhecem?”: envelhecimento populacional e o lugar social da categoria “doméstica” na força de trabalho. PerCursos, Florianópolis, v. 18, n. 37, p. 229 - 254, 2017. DOI: 10.5965/1984724618372017229. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/percursos/article/view/1984724618372017229. Acesso em: 4 fev. 2023.