El pigmento que nace del paisaje y retorna a la pintura como materia poética y simbólica
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234618452026e0004Palabras clave:
Natural mineral pigments, Tempera, Painting, Sensory ExperienceResumen
A partir de la experiencia de campo en la zona rural de Formiga, Minas Gerais, este estudio investiga el pigmento mineral natural como materia poética y simbólica en la pintura. Su objetivo es comprender el recorrido del pigmento que nace en la tierra, se revela en el paisaje y retorna a él como pintura, transformando la experiencia sensible de la artista en imagen. La metodología articula procedimientos prácticos y reflexivos que incluyen la localización y recolección del argilito, la preparación de los pigmentos y de las pinturas al temple, y la vivencia del paisaje como una dimensión inherente al proceso creativo. Los resultados muestran que el encuentro con la tierra coloreada trasciende la mera imitación de la naturaleza y se configura como una experiencia estética capaz de convertir emociones, recuerdos y percepciones en obra pictórica. Se concluye que el recorrido de la tierra a la pintura actualiza saberes ancestrales en la práctica artística contemporánea y constituye la obra como materia poética y simbólica, articulando naturaleza y arte, permanencia y transformación.
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