Cor-noche: Poéticas de la oscuridad en el arte, entre superficie, objeto y entorno
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234618452026e0007Palabras clave:
arte, negro, color, materialidad, perceptiónResumen
El presente texto propone una reflexión crítica y poética sobre el tratamiento del negro como color en el arte, entendiéndolo no solo como ausencia de luz o elemento asociado a la sombra, sino como un color dotado de cualidades expresivas propias. A partir de un conjunto de obras de diferentes lenguajes artísticos y contextos históricos, en las que el negro actúa como elemento generador de sentido, se busca investigar cómo sus variaciones materiales, perceptivas y simbólicas producen diferentes significados y experiencias. Para ello, se analizan obras de referencia de la historia del arte y de la producción artística contemporánea, incluidas pinturas y obras instaladas en espacios exteriores, como parques que funcionan como museos al aire libre, con el fin de comprender las relaciones que el negro establece con la percepción visual y los contextos en los que se inserta. El análisis indica que el uso del negro en la historia del arte trasciende su función tradicional de modelar el claroscuro y que, al afirmarse como un color autónomo, se vuelve capaz de operar en un campo relacional, reorganizando las relaciones entre cuerpo, espacio y percepción.
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