Migrações do sublime: do espaço labiríntico ao tempo do desastre

Autores

  • Biagio D'Angelo Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0003

Palavras-chave:

Sublime, Labirinto, Catástrofe, Sobrevivência, Lebensenergie

Resumo

O artigo explora o sublime como categoria iconológica, acompanhando as migrações de suas fórmulas visuais e narrativas desde a angústia piranesiana até o sublime do desastre contemporâneo. Das Carceri de Piranesi — paradigma de vertigem e desorientação — às montagens de fraturas temporais na obra de Hanne Darboven (Kulturgeschichte) e às imagens catastróficas reelaboradas por Tacita Dean (The Russian Ending), o sublime se reconfigura como experiência estética e crítica do incomensurável histórico. Em diálogo com as reflexões de Warburg e Didi-Huberman, o artigo procura mostrar como as imagens do sublime, entre passado e presente, ainda hoje oferecem chaves interpretativas decisivas. Nessa perspectiva, a sobrevivência das imagens não se explica por uma continuidade formal ou simbólica, mas pela persistência de uma carga energética — uma verdadeira Lebensenergie — que atravessa os tempos e reaparece sob formas deslocadas e fragmentadas.

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Publicado

31-05-2026

Como Citar

D’ANGELO, Biagio. Migrações do sublime: do espaço labiríntico ao tempo do desastre. Palíndromo, Florianópolis, v. 18, n. 44, p. 1–32, 2026. DOI: 10.5965/2175234618442026e0003. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/28394. Acesso em: 1 jun. 2026.

Edição

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Artigos Seção temática