O Ritmo e a interseção de culturas na obra Areia II, de Alexandre Lunsqui: influências em seu processo composicional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2525530405012020519

Palavras-chave:

Ritmo, música contemporânea, música tradicional africana, composição

Resumo

Este artigo pretende analisar aspectos rítmicos na obra Areia II, do compositor Alexandre Lunsqui. Analisamos as diversas influências rítmicas que ocorrem na obra, sejam elas vindas do repertório erudito, sejam oriundas de manifestações musicais externas a este repertório, como a música tradicional africana. O artigo mapeia as figuras rítmicas usadas na obra, contextualizando- as dentro das estratégias criativas empregadas pelo compositor.

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Biografia do Autor

Alexandre Lunsqui, Universidade Estadual Paulista - UNESP

Alexandre Lunsqui nasceu em São Paulo e estudou na Universidade de Campinas, University of Iowa, Columbia University e no Institute de Recherche et Coordination Acoustique/Musique (IRCAM). Além de encomendas e prêmios no Brasil, recebeu prêmios da Guggenheim Foundation, American Academy of Arts and Letters, Koussevitzky, Harvard Fromm Foundation e do Ministério da Cultura da França. Atualmente é professor de composição na Universidade Estadual Paulista (UNESP).  

Guilherme do Nascimento Davino, Universidade Estadual Paulista - UNESP

Guilherme do Nascimento Davino estudou composição na UNESP e EMESP. Atualmente realiza o curso de Mestrado em Música pela UNESP.

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Publicado

2020-10-18

Como Citar

LUNSQUI, A.; DAVINO, G. do N. O Ritmo e a interseção de culturas na obra Areia II, de Alexandre Lunsqui: influências em seu processo composicional. Orfeu, Florianópolis, v. 5, n. 1, 2020. DOI: 10.5965/2525530405012020519. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/orfeu/article/view/17442. Acesso em: 31 jan. 2023.