https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/issue/feed Revista de Ensino em Artes, Moda e Design 2021-09-08T19:14:53-03:00 Mara Rúbia Sant'Anna modaesociedade@gmail.com Open Journal Systems <p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;">Periódico de iniciativa interinstitucional de programas de pós-graduação da Udesc, UFC, UFRPE e UFPE e da ABEPEM. Publica discussões do ensino no âmbito das Artes, da Moda e do Design, especificamente nas questões da formação e ensino superior destas áreas de conhecimento.<br /><strong>Periodicidade</strong>: quadrimestral<br /><strong>Ano de criação</strong>: 2017</p> <p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"> </p> https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20974 Editorial 2021-09-02T11:20:54-03:00 Mara Rúbia Sant'Anna sant.anna.udesc@gmail.com Cyntia Tavares cyntiatavares@yahoo.com.br <p>Apresentação crítico-poética do número lançado.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Mara Rúbia Sant'Anna; Cyntia Tavares https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20969 Expediente 2021-09-01T20:29:28-03:00 Ivis Aguiar Souza aguiarivis@gmail.com 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ivis Aguiar Souza https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/19999 Quando a moda não é só moda 2021-06-12T21:50:11-03:00 Carlos Alberto Barbosa carlosalberto.barbosa@gmail.com <p>A partir das referências ao ensaio A moda, de Georg Simmel (2020), feitas por alguns autores estudados nos bacharelados de moda no país, (CRANE, 2006; ERNER, 2005, LIPOVETSKY, 2009; SVENDSEN, 2010), este artigo discute que na teoria simmeliana o fenômeno da moda transcende os aspectos ligados ao mecanismo de imitação, conhecido por “teoria do gotejamento” (<em>trickle-down theory</em>). Nesse sentido, o artigo se detém em especial nas referências que Crane (2006) faz ao ensaio de Simmel, uma vez que a autora aponta que o estudo sobre a imitação teria sido a principal contribuição de Simmel para uma sociologia da moda, isolando assim o aspecto da imitação dos demais desenvolvimentos teóricos realizados por Simmel, em especial os fundamentos teóricos e metodológicos relacionados aos contextos de interação e das formas de socialização. Esse deslocamento do texto de Simmel acaba por sombrear parte dos elementos críticos que se desdobram sobre a moda na sua condição efêmera, própria de uma modernidade discutida pelo autor no século XIX.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Carlos Alberto Barbosa https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/19600 Vestuário, memória e (des)construção identitária 2021-06-09T23:48:59-03:00 Laiana Silveira laianasilveira1@gmail.com <p>O presente estudo tem como objetivo analisar a ligação existente entre o campo do vestuário com o da memória, identificando como a primeira área mencionada pode agir sendo um fator, tanto construtor, quanto desconstrutor identitário. Inicialmente, são trazidos conceitos fundamentais para que seja possível discutir a temática, posteriormente, são apresentados casos que exemplifiquem o que foi abordado de forma teórico-conceitual, como peças de vestuário, atualmente, preservadas em instituições museológicas. O estudo dá-se por meio de uma revisão bibliográfica e estudo de caso. Dessa forma, concluindo que a memória e a identidade são indissociáveis, e ambas podem ser modeladas e remodeladas, assim como o vestuário modela-se ao corpo, entendeu-se, então, que há uma ligação direta entre os três conceitos aqui abordados.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Laiana Silveira https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/19562 A cultura do luxo a serviço da humanidade 2021-06-04T19:50:36-03:00 Renata Pitombo pitomboc@yahoo.com.br <div class="page" title="Page 1"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Assistimos ao longo do ano de 2020 a uma estagnação da cultura do luxo, uma vez que a produção na China e na Itália ficaram completamente comprometidas. Assim, podemos observar nesse período iniciativas interessantes e sintonizadas, de grandes marcas e conglomerados, com o momento global. Diante deste cenário, vislumbramos o quanto o mercado do luxo está enraizado na nossa cultura. De certo, ainda que o luxo esteja associado a uma inutilidade, num momento de crise planetária, esse mercado mostra como pode ser útil. Além do mais, como sabemos, o luxo está vinculado a ideia de eternidade e de sonho, vetores cada vez mais intensificados em tempos de incertezas. Para compreender os vetores de sentido acionados por este setor, sobretudo no universo da moda, e como o mesmo pode ser fundamental para a humanidade – ainda que esteja associado ao supérfluo, lançamos mão da colaboração de autores como Renato Ortiz (2019), Gilles Lipovetsky e Eliette Roux (2005) e Claudio Diniz (2012). Para tanto, destacamos três momentos reflexivos em que priorizamos: a) uma abordagem sobre o imaginário do luxo, seus valores e sua relação com os modos de vida contemporâneos; b) a democratização do que é aparentemente restritivo; e c) a proliferação do luxo no Brasil, enfatizando, sobretudo, a indissociabilidade do luxo na cultura humana.</p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Renata Pitombo https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20127 Reflexões sobre artesanato e divisão de trabalho na produção de vestuário 2021-05-31T22:33:13-03:00 Manuela Beatriz Pedrosa Correia manu.correia@live.com Virginia Pereira Cavalcanti cavalcanti.virginia@gmail.com <p>O fazer manual do artesão possui em si princípios, valores e características singulares que o distinguem do fazer ligado à lógica industrial. A maior dessas características é a integração entre mão e mente, apesar de, historicamente, ter sido entendida como dicotômica, ao considerar que existia uma separação entre o trabalho manual do artesão e seu trabalho intelectual. Tal lógica, fundamentada na divisão moderna do trabalho, é passível de observação também no campo da moda, em que, frequentemente, o trabalho de design e a execução são separados, nos processos, estruturas e formatos. Este artigo tem como objetivo descrever reflexões conceituais preliminares sobre a relação entre artesanato e divisão de trabalho no processo de criação e produção de vestuário de moda autoral. Com uma abordagem metodológica qualitativa, de caráter exploratório, adota a pesquisa bibliográfica como procedimento para analisar e relacionar os fundamentos teóricos.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Manuela Beatriz Pedrosa Correia, Virginia Pereira Cavalcanti https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20142 Entre imagens e palavras – nomenclaturas e representações como janelas históricas e culturais 2021-07-08T09:26:03-03:00 Soraya Aparecida Álvares Coppola socoppola@gmail.com Maryelle Joelma Cordeiro maryellecordeiro@gmail.com <p>O presente artigo propõe apresentar uma reflexão concernente à relação entre imagem e palavra e suas múltiplas consequências observadas ao longo do percurso histórico, artístico e cultural desde o Renascimento, através das nomenclaturas dos vestuários. A cidade será o palco para a permanência de muitas lexias construídas ao longo de várias histórias e que serão registradas nos dicionários a partir do século XVII, em diferentes regiões da atual Europa. Através do levantamento de um volume de nomenclaturas que envolvem o universo sociocultural em torno aos vestuários, aos materiais têxteis e ao saber fazer, verifica-se, no período tratado, a construção de uma área específica de conhecimento: a Moda. A metodologia aborda o estudo de diferentes imagens das artes, bem como de textos antigos e contemporâneos quanto à história da Moda e a história das imagens, na qual os textos costuram sentidos mais amplos através da intermidialidade entre palavras e representações. As terminologias estudadas foram lexicograficamente definidas e organizadas em três núcleos principais: moda, espaço/tempo e sociedade. Entre as palavras e as imagens, encontramos um mundo material cuja representação iconográfica carrega sentidos mais amplos, criando janelas históricas e culturais que permitem à contemporaneidade se efetivar como espectadores do passado, como receptores de memórias.</p> <p> </p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 SORAYA COPPOLA, MARYELLE CORDEIRO https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20049 Notas biográficas de uma coleção de indumentária 2021-05-18T17:05:16-03:00 Madson Luis Gomes de Oliveira madsonluis@eba.ufrj.br <p>A coleção de Indumentária Sophia Jobim – CSJ, do Museu Histórico Nacional – MHN, pertenceu à Maria Sophia Jobim Magno de Carvalho (1904-1968), que foi professora, figurinista, jornalista, pesquisadora e colecionadora de trajes, acessórios e histórias. Após o falecimento de Sophia toda a coleção dela foi doada Museu Histórico Nacional – MHN. A Coleção Sophia Jobim – CSJ está dividida em três partes: arquivo histórico; biblioteca e reserva técnica. A pesquisa estuda toda a coleção, mas encontra-se em andamento, por isso apresentamos os resultados parciais que, inevitavelmente, se confundem com a biografia da colecionadora. Nossa abordagem se aproxima de investigações similares daquelas que tratam os acervos de indumentária / moda com o foco voltado para a biografia cultural de objetos, conforme: Amy de la Haye, Lou Taylor e Eleanor Thompson (2005); Igor Kopytoff (2008); Rita Andrade (2008). Esse tipo de perspectiva nos ajuda no entendimento da coleção que Sophia Jobim juntou, ao longo de sua trajetória profissional, culminando com a inauguração do Museu de Indumentária Histórica e Antiguidades – MIH. Por isso, é necessário perguntar: De onde essas peças vieram? Como foram adquiridas? Quem eram seus antigos donos? É possível verificar e responder estes questionamentos? Ao adquirir objetos de arte e peças / acessórios de indumentária para sua crescente coleção, Sophia parecia estruturar o “seu museu”, como vemos neste texto. Assim, os objetos culturais que ela comprou passaram pelo processo de mercantilização e valoração que, por conseguinte, iriam refletir esses valores na trajetória de sua colecionadora, e vice-versa.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Madson Luis Gomes de Oliveira https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20137 À l'Orient 2021-07-20T08:50:11-03:00 Felipe Goebel goebel.felipeb@gmail.com <p>O presente artigo analisa o surgimento de tendências de moda na década de 1780 em Paris, cujas autoproclamadas referências e inspirações vinham do Oriente. Mais fantasia e idealização do que os franceses concebiam como oriental, tais tendências tinham pouco ou nenhuma conexão com o que era de fato utilizado pelas populações das diversas localidades e regiões às quais se referiam, fossem da Circássia, da Turquia, da China, do Sião, da Cochinchina ou da Índia. Para tal, examinamos os escritos e as ilustrações das revistas Cabinet des modes e Magasin des modes nouvelles, junto com reportagens contidas em jornais e anedotários do período e com memórias de alguns indivíduos célebres do século XVIII francês. Não encaramos tais tendências como representações de uma suposta “realidade” de vestimenta e de indumentária, mas sim como objetos que expõem uma intrincada rede de intercâmbio social entre o setor da moda que se consolidava em Paris, eventos político-diplomáticos e noções de exótico, de sensual e de incomum. A conclusão do estudo é que as tendências “orientalistas” demonstram a capacidade do setor da moda parisiense de assimilar demandas da atualidade e elementos culturais variados ao seu funcionamento. Mais do que isso, essas tendências enfatizam a capacidade de usar e dispor de referências culturais, manipulá-las para os gostos e necessidades europeus, transformá-las em algo completamente novo e que tinha muito pouca, ou nenhuma, semelhança com a inspiração original e com a realidade, ainda que fossem amplamente divulgadas, vendidas e consumidas como relacionado a elas. </p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Felipe Goebel https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20129 A moda e sinais de distinção social na vida de uma artista uruguaia 2021-07-14T22:26:14-03:00 Cristiane Garcia Teixeira crisgarciat@gmail.com Maria de Fátima Fontes Piazza md.piazza@uol.com.br <p>O presente artigo visa analisar um conjunto de imagens, de fotografias a reproduções fotográficas em periódicos uruguaios e brasileiros, como <em>Anales: Revista Mensual Ilustrada, Mundo Uruguayo, O Cruzeiro e O Jornal.</em> Estas imagens são indícios da trajetória artística da uruguaia Raquel Aliseris Bernadá [de Labaure-Casaravilla] (1923-1986), desde uma foto laureada em que aparece com a obra “Patos Pekineses” do <em>Salón Nacional</em> de 1938, de uma exposição portenha, da presença em museus europeus onde realizou cópias de obras consagradas, da presença em festas até o casamento em Montevidéu. As imagens permitem revelar a trajetória dessa artista com sinais de distinção social e identificar a moda e a cultura da aparência. O ponto de inflexão é o casamento, quando a noiva é representada nos periódicos montevideanos dentro da tradição com toques de modernidade, com vestido de cetim, véu, grinalda e <em>bouquet </em>originais. A pesquisa mostrou uma artista comprometida com sua arte e vestida com sobriedade e elegância nos lugares de sociabilidade artística, por outro lado, é vista pela imprensa platina e brasileira como uma socialite, com roupas que denotam distinção social e de acordo com as tendências da moda.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Cristiane Garcia Teixeira, Maria de Fátima Fontes Piazza https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20119 A geração baby boomer e o consumo de peças jeans 2021-07-19T16:20:30-03:00 Onnara Custódio Gomes onnara@gmail.com Marizilda dos Santos Menezes marizilda.menezes@unesp.br <p>O envelhecimento populacional é um fenômeno que atinge todos os países do mundo. A geração <em>baby boomer</em> apresenta a maior parte de seus integrantes dentro da fase da vida humana considerada idosa, que corresponde aos indivíduos com sessenta anos ou mais. Esses consumidores, apesar de numerosos, ainda são esquecidos e subestimados pelo mercado de moda, no qual enfrentam dificuldades para encontrar roupas que despertem o interesse, sejam atrativas, confortáveis e se adéquem aos seus corpos. Um produto de moda que demonstra bem tal dificuldade é o <em>jeans</em>, pois muitas empresas e designers de moda acabam ignorando as mudanças biopsicossociais e as especificidades ergonômicas desse público. A importância do <em>jeans</em> se dá em razão de seu valor simbólico e de mercado. O presente artigo tem como objetivo avaliar o perfil do consumidor da geração <em>baby boomer</em> quanto ao consumo de peças <em>jeans</em>. Trata-se de uma pesquisa <em>survey</em>, descritiva, com delineamento transversal e abordagem quantitativa. Adotou-se a amostragem por conveniência e não probabilística. Com base nos resultados obtidos, constatou-se que ainda há falta de informação, interesse, oferta e até pouca ou nenhuma comunicação pelas empresas de moda, especialmente do segmento <em>jeanswear</em>, direcionada aos <em>baby boomers</em>, o que acarreta baixo consumo e menor número de peças <em>jeans</em> nos guarda-roupas dessa geração. Esse grupo geracional apresenta especificidades que demandam a apreensão e o desenvolvimento de peças orientadas para as suas necessidades biopsicossociais.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Onnara Custódio Gomes, Marizilda dos Santos Menezes https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20072 Os cartazes de Cândido de Faria 2021-05-18T17:09:41-03:00 Amaro Xavier Braga Jr axbraga@gmail.com Germana Gonçalves de Araújo germana_araujo@yahoo.com.br <p>O artigo visa destacar as contribuições de um ilustrador importante para o cenário da história do design e da ilustração no Brasil: o sergipano Cândido Aragonez de Faria. Essas contribuições são apresentadas por vias de um resgate de sua biografia e trajetória de atuação na composição de cartazes para o cinema francês. Faz uso de uma análise documental e hermenêutica do percurso histórico do cartazista sergipano e problematiza sua trajetória entre o desenho acadêmico e a arte comercial e a situação periférica de Faria como nordestino, brasileiro e cartazista em um mercado parisiense para explicar sua ausência na historiografia do design brasileiro. Finaliza enfatizando o papel inovador de suas técnicas na produção de cartazes.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Amaro X. Braga Jr, Germana Araújo https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20130 Criação e prática docente no atelier de carnaval de Samuel Abrantes 2021-06-28T17:55:24-03:00 André Dias andre.dias@ifrj.edu.br Danielle Joia dannydeocardoso@gmail.com <p>O presente artigo relata o processo de criação de figurino, associada a prática docente, do professor Samuel Abrantes em seu atelier de Carnaval; bem como a Coautoria em seus figurinos, com alunos e carnavalescos. Dois estudos de caso são elencados pelos autores para análise dos processos de construção, metodologia, escolha de materiais e soluções de problemas, ao longo dos mais de 15 anos em que os pesquisadores acompanham Samuel em sua produção de figurinos carnavalescos para o carnaval carioca. Além da metodologia e do processo de criação, o artigo descreve a importância da troca de experiencias, o aprendizado de forma e a importância do papel do figurinista - e a transdisciplinaridade que a profissão exige - independente da mídia para a qual o figurino seja criado. Reforça, também, a importância da Práxis para a construção de uma teoria reflexiva do figurino carnavalesco e da formação do artista, dentro e fora da academia.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Danielle Joia, André Dias https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20038 A jornada da Drag Queen a partir da Mitologia do Herói de Campbell 2021-07-20T11:58:38-03:00 Arthur de Oliveira FIlho akpnts@gmail.com Ana Paula Celso de Miranda apcm7@hotmail.com Hans da Nóbrega Waechter hnwaechter@terra.com.br <p>Esse estudo analisa o processo de construção da Drag Queen que tem como característica principal a performance do feminino exagerado em apresentações de entretenimento. O ponto de partida está em entender como acontece o nascimento de uma Drag e quais dinâmicas de consumo são envolvidas na criação da persona. O principal objetivo desse estudo é entender como acontece o processo de construção estética desse sujeito contribuindo com o entendimento da moda enquanto instrumento de transformação. Foram realizadas 20 entrevistas com pessoas que já tinham passado pelo processo de produção (montagem) de suas Drags. Para a análise das entrevistas foi utilizada a técnica de história de vida, para compreender as inspirações, restrições, aprendizados, relações com a sociedade e negociações com o eu nesta dinâmica de consumo. Nos achados de pesquisa, identificamos, a partir da análise do discurso das narrativas das Drag Queens uma possibilidade de diálogo teórico com a Jornada do Herói de Campbell, quando para cada etapa da transformação da pessoa comum em Drag Queen, encontramos as mesmas etapas relacionadas por Campbell para transformação do herói mitológico. No primeiro caso, são etapas que leva o herói do mundo comum para o extraordinário, e na Jornada da Drag Queen, da vida cotidiana para o mundo Drag onde a construção estética possibilita o nascimento desta heroína Drag que busca seu autoconhecimento e auto aprimoramento para conquistar a liberdade de ser para si e para o outro.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Arthur de Oliveira FIlho, Ana Paula Celso de Miranda, Hans da Nóbrega Waechter https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20145 Figurinos imorais 2021-07-20T11:42:51-03:00 Heloísa Helena Pacheco de Sousa heloisa_pds@hotmail.com <p>Este artigo elabora reflexões sobre os trajes da performance “A Public Cervix Announcement” (1990) de Annie Sprinkle (EUA) e os figurinos das encenações “Manga Rosa” (2015) de Lua Menezes para a Bololô Cia. Cênica (RN/Brasil) e “Stabat Mater” (2019) de Janaína Leite (SP/Brasil), pensando em como se apresentam as aparências desses corpos em cena e como elas dialogam e tensionam os julgamentos e violências sobre corpos de mulheres, a partir de vigilâncias moralistas. A escolha dessas obras ocorre pelas semelhanças estéticas que existem na concepção de seus figurinos, a partir das peças de roupas, da exposição de partes do corpo e de um diálogo com a temática do erotismo, do íntimo e da autobiografia. Além disso, é importante destacar que as três artistas em cena são mulheres brancas, cisgêneras e ocidentais, dessa forma, o modo como elaboram o corpo de mulher se relaciona com suas experiências subjetivas e sociais e não universaliza a experiência de ser mulher em uma sociedade.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Heloísa Helena Pacheco de Sousa https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/20102 Vestígios memoriais como forma de agregar valor à moda produzida em brechós 2021-07-19T11:15:01-03:00 Moisés Waismann moises.waismann@gmail.com Priscila Kieling Pontin priscila.201820504@unilasalle.edu.br <p>Como a reutilização dos vestígios memoriais pode contribuir para agregar valor à moda produzida por brechós? É a partir dessa pergunta que se pretende verificar de que modo conceitos da área da memória social, tais como os vestígios memoriais, podem ser positivos para revelar o valor dos produtos e do negócio. O presente texto, com base em teorias da memória social, lança um olhar sobre a área da moda, a partir dos “vestígios memoriais”, visando identificar a contribuição do brechó no âmbito da economia circular. Esse estudo não pretende se ater aos mesmos estabelecimentos voltados à economia solidária, ou seja, a venda de peças de segunda mão a comunidades mais carentes. O objetivo e intuito da presente pesquisa bibliográfica é, a partir da revisão conceitual proposta, embasar os conhecimentos sobre os temas de memória social, moda e memória, vestígios memoriais, entre outros relacionados, a fim de trazer uma posterior reflexão sobre eles dentro do aspecto de valorização dos produtos oferecidos em um brechó. Sendo assim também pretendesse verificar de que modo esses conceitos da área da memória social, podem ser positivos para revelar o valor dos produtos e do negócio. Para isso, foi proposto o desenvolvimento de um produto, chamado diagnóstico de comunicação. A ferramenta proposta é embasada nos estudos e prática de Relações Públicas.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Moisés Waismann https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/19886 Experiência e valor percebido pelos seguidores de marcas de moda no Instagram 2021-06-04T19:22:44-03:00 Paula Elisa Hubner Duarte Lima pahubner@hotmail.com <p>Este estudo tem como objetivo investigar a natureza da experiência dos seguidores de marcas de moda no Instagram. Para isso, empreendeu-se um levantamento bibliográfico sobre o Instagram, consumo e valor do consumidor. Optou-se por uma abordagem qualitiva, cujo método fora entrevistas em profundidade com 21 sujeitos. Fundamentada pela axiologia de Holbrook (1999), a investigação constatou que o valor percebido pelos seguidores de marcas de moda nessa rede social on-line é multidimensional, auto-orientado, hedônico, utilitário e pode ser discricionado em oito tipos: epistêmico, eficiência, excelência,estima, status, entretenimento, estética e ética. Observou-se que os tipos de valor sempre aparecem inter-relacionados e são muito relevantes para a percepção positiva das marcas pelos seus seguidores.</p> 2021-09-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Paula Elisa Hubner Duarte Lima