A experiência em Dewey e Larrosa
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671212026e28567Palavras-chave:
Experiência, Educação, John Dewey, Jorge Larrosa, Prática pedagógicaResumo
Este artigo analisa as contribuições de John Dewey e Jorge Larrosa Bondía sobre a experiência na educação, destacando suas abordagens distintas e suas implicações para a prática pedagógica contemporânea. Dewey concebe a experiência como um processo dinâmico, onde o sujeito é ativo na construção do conhecimento, enfatizando a interação prática e reflexiva como base para a aprendizagem. Por outro lado, Larrosa critica a superficialidade do saber atual, defendendo que a verdadeira experiência deve ser uma vivência profunda e transformadora, em contraposição à busca incessante por informações. O objetivo principal da pesquisa é realizar uma análise comparativa das concepções de experiência de ambos os autores, explorando como essas visões podem enriquecer a prática educativa. A metodologia adotada é qualitativa, com revisão bibliográfica das obras fundamentais de Dewey e Larrosa, como Democracia e Educação e Tremores: escritos sobre experiência. Os resultados indicam que, enquanto Dewey valoriza a ação prática, Larrosa enfatiza a subjetividade e a profundidade da experiência vivida. A integração dessas perspectivas pode proporcionar uma aprendizagem mais significativa, com a prática reflexiva de Dewey complementada pela atenção à subjetividade de Larrosa. Conclui-se que uma educação que valorize a experiência em suas dimensões prática e subjetiva pode formar indivíduos mais críticos e conscientes de seu papel social, promovendo uma aprendizagem transformadora.
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