Caderno Ateliê Entrelaçamentos entre Arte e Vida
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671212026e27981Palavras-chave:
Caderno, Autoria, Experiência, Cotidiano, CriaçãoResumo
Este artigo narra a trajetória de pesquisa que entende o caderno de planejamento docente como um dispositivo de criação artística e autoria pedagógica. Partindo de sua função original de organização, o objeto transforma-se em um território de experimentação estética e reflexão crítica, onde o planejamento pedagógico e a investigação artística coexistem organicamente. O Caderno Ateliê. A fundamentação teórica articula a noção de planejamento de Madalena Freire (1983), a Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa (1998), com seus eixos conhecer, refletir e produzir e a filosofia de arte como experiência de John Dewey (2010), que concebe o cotidiano como matéria prima do fazer artístico e educativo. O pensamento avança em diálogo com a escrevivência de Conceição Evaristo e a curadoria de Koyo Kouoh, que valorizam narrativas em “tons menores” e a potência estética do ordinário. A análise do percurso, documentado ao longo de duas décadas, demonstra como o Caderno Ateliê se torna um arquivo vivo do processo de ensino-aprendizagem, um laboratório para estudos gráficos e cromáticos e, finalmente, a premissa para obras que transbordam suas páginas como murais e telas. Conclui-se que a prática legitima o educador como produtor de cultura e revela como o extraordinário pode habitar o ordinário, convidando à revisão dos próprios registros cotidianos como atos de insurgência poética e autoria.
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Referências
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