Desempenho de cultivares de milho para produção de milho verde, minimilho e forragem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811712142022449

Palavras-chave:

Zea mays L., região semiárida, agricultura familiar, Zea mays, Zea mays - Brasil

Resumo

O milho apresenta múltiplas funções, podendo ser utilizado no consumo humano, alimentação animal ou em processos industriais. A produção de grãos tornou o Brasil uma referência mundial. Porém, apesar da relevância do milho verde, principalmente para agricultores familiares, são poucos os cultivares disponíveis. Do mesmo modo, para o minimilho, em que são utilizados milho doce ou pipoca para sua obtenção. Na região semiárida, as produções vegetal e animal são limitadas pelo déficit hídrico na época seca. Portanto, com a produção de milho verde e minimilho é possível obter renda com a comercialização das espigas e produzir volumoso com a colheita da planta inteira. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico de cinco cultivares para produção de milho verde e minimilho e produção de forragem no Agreste Meridional, região semiárida de Pernambuco. Foram realizados dois experimentos no delineamento em blocos casualizados, com cinco tratamentos (AG 1051, Alagoano, Branquinha, São Luiz e PV2 Viçosense) e quatro blocos. No primeiro experimento avaliou-se o desempenho dos cultivares para produção de milho verde e forragem, em que os cultivares AG 1051 e Branquinha tiveram, respectivamente, maiores produtividades de espigas comerciais (21,9 e 20,3 Mg ha-1) e de forragem (10,7 e 10,9 Mg MS ha-1). No segundo experimento, avaliou-se o desempenho dos cultivares para a produção de minimilho e forragem, em que os cultivares AG 1051 e PV2 Viçosense obtiveram a maior produtividade de espiguetas comerciais (3,1 e 2,9 Mg ha-1, respetivamente); Branquinha, maior produtividade de forragem (8,9 Mg MS ha-1). Portanto, esses cultivares reúnem características desejáveis, podendo ser utilizados em sistemas intensivos ou extensivos de produção.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ALBUQUERQUE CJB et al. 2008. Desempenho de híbridos experimentais e comerciais de milho para produção de milho verde. Revista Ciência e Agrotecnologia 32: 768-775.

ALMEIDA IPC et al. 2005. Baby corn, green ear, and grain yield of corn cultivars. Horticultura Brasileira 23: 960-964.

ARAÚJO GGL. 2015. Os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos e a produção animal em regiões semiáridas. Revista Brasileira de Geografia Física 8: 598-609.

ARCANJO JÚNIOR HG et al. 2016. Características químicas bromatológicas de plantas remanescentes a cultura do mini milho. Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal 17: 344-354.

CARGNELUTTI FILHO A et al. 2021. Número suficiente de repetições para análise de trilha em milho. Ciência e Natureza 43: e32.

CÂNDIDO WS et al. 2020. Selection indexes in the simultaneous increment of yield components in topcross hybrids of green maize. Pesquisa Agropecuária Brasileira 55: e01206.

CARVALHO APV et al. 2018. Potencial forrageiro de genótipos de milho com e sem espiga primária em diferentes sistemas de cultivo. Ciência Agrícola 16: 43-53.

CLIMATE-DATA. 2022. Clima: Pernambuco. Disponível em: https://pt.climate-data.org/america-do-sul/brasil/pernambuco-211. Acesso em: 22 Mar. 2022.

CONAB. 2022a. Companhia Nacional de Abastecimento. Produção e balanço de oferta e demanda de grãos. Disponível em: https://www.conab.gov.br/component/k2/item/download/41380_1353e587f0d8a7bf425a3a0e1e5bb959. Acesso em: 30 mar. 2022.

CONAB. 2022b. Companhia Nacional de Abastecimento. Análise de mercado do milho - médias semanais. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/analises-do-mercado-agropecuario-e-extrativista/analises-do-mercado/ histori co-de-conjunturas-de-milho/item/17854-milho-conjuntura-semanal-21-03-a-25-03-2022. Acesso em: 30 mar. 2022.

COSTA AC et al. 2020a. Performance of maize seedlings for baby corn production. Horticultura Brasileira 38: 421-427.

COSTA KDS et al. 2020b. Avaliação de genótipos de milho para produção de minimilho em Piranhas - Alagoas. Brazilian Journal of Development 6: 38301-38312.

CRUZ JC et al. 2011. Milho: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. 333p.

FAVARATO LF et al. 2016. Crescimento e produtividade do milho-verde sobre diferentes coberturas de solo no sistema plantio direto orgânico. Bragantia 75: 497-506.

FERREIRA EB et al. 2014. ExpDes: An R package for ANOVA and experimental designs. Applied Mathematics 5: 2952-2958.

GUDIM AS et al. 2019. Produtividade do milho verde irrigado por gotejamento na Amazônia Ocidental. Enciclopédia Biosfera 16: 1268-1279.

INMET. 2022. Instituto Nacional de Meteorologia. Dados históricos anuais. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/dadoshistoricos. Acesso em: 04 mar. 2022.

IBGE. 2020a. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agro: atualizado em 06/08/2020. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6958. Acesso em: 30 mar. 2022.

IBGE. 2020b. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agro: atualizado em 06/08/2020. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6954. Acesso em: 30 mar. 2022.

IBGE. 2020c. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agro: atualizado em 06/08/2020. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6753. Acesso em: 31 mar. 2022.

LIZARAZO RP & THOMÁS JÚNIOR A. 2016. Juventude rural e mobilidade territorial do trabalho no século XXI. Revista Pegada Eletrônica 17: 251-268.

MORAES ARA et al. 2010. Desempenho de oito cultivares de milho verde na safrinha, no estado de São Paulo. Revista Brasileira de Milho e Sorgo 9: 79-91.

NASCIMENTO FN et al. 2017. Desempenho da produtividade de espigas de milho verde sob diferentes regimes hídricos. Revista Brasileira de Milho e Sorgo 16: 94-108.

OLIVEIRA EJ et al. 2020. Morphophysiology and yield of green corn cultivated under different water depths and nitrogen doses in the cerrado conditions of Goiás, Brazil. Research, Society and Development 9: e6179108857.

OTA EC et al. 2011. Desempenho de cultivares de milho em relação à lagarta-do-cartucho. Bragantia 70: 850-859.

PEREIRA JÚNIOR EB et al. 2012. Produção e qualidade de milho-verde com diferentes fontes e doses de adubos orgânicos. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável 7: 277-282.

PINTO AA et al. 2017. Produção de espigas verdes por diferentes cultivares comerciais de milho em função da adubação NPK de semeadura. Revista Brasileira de Milho e Sorgo 16: 414-425.

PRESTES ID et al. 2019. Principais fungos e micotoxinas em grãos de milho e suas consequências. Scientia Agropecuaria 10: 559-570.

R CORE TEAM. 2022. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. Disponível em: https://www.R-project.org/. Acesso em: 15 jan. 2022.

RAM S et al. 2021. Economic analysis of baby corn (Zea mays) cultivation in Haryana. Indian Journal of Agricultural Sciences 91: 150-153.

RAUPP DS et al. 2008. Minimilho em conserva: avaliação de híbridos. Acta Amazônica 38: 509-516.

SANTOS RF et al. 2014. Produtividade do minimilho em função das adubações nitrogenada e potássica. Revista Ceres 61: 121-129.

SANTOS SLL et al. 2018. Milho (Zea mays) para forragem: métodos de manejo de plantas daninhas e níveis de adubação. Acta Iguazu 7: 32-50.

SILVA PSL et al. 2003. Efeitos da aplicação de doses de nitrogênio e densidades de plantio sobre os rendimentos de espigas verdes e de grãos de milho. Horticultura Brasileira 21: 452-455.

TARGANSKI H & TSUTSUMI CY. 2017. Efeito de cultivar e do despendoamento na produção de minimilho. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável 7: 50-60.

Downloads

Publicado

2022-12-12

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados

Como Citar

Desempenho de cultivares de milho para produção de milho verde, minimilho e forragem. Revista de Ciências Agroveterinárias, v. 21, n. 4, p. 449–455, 12 dez.2022.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)